Não quero não! As negativas sentenciais no falar popular de Fortaleza/Ce na perspectiva variacionista

<font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Sob a perspectiva teórico-metodológica da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 1994; 2008 [1972]; WEINREICH; LABOV; HERZOG, 2006 [1968]), esta pesquisa aborda, no falar popular de Fortaleza, as negativa...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Santos, Jéssica Coêlho Franklin dos
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2016
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual do Ceará
Repositório:Repositório Institucional da UECE
Idioma:português
OAI Identifier:oai:uece.br:113529
Acesso em linha:https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=113529
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Falar de Fortaleza
Negativas sentenciais
Sociolinguística variacionista
Descrição
Resumo:<font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Sob a perspectiva teórico-metodológica da Sociolinguística Variacionista (LABOV, 1994; 2008 [1972]; WEINREICH; LABOV; HERZOG, 2006 [1968]), esta pesquisa aborda, no falar popular de Fortaleza, as negativas sentenciais em três contextos distintos: negativas pré-verbais, negativas duplas e negativas pós-verbais. O objetivo geral desse trabalho é descrever o uso dessas sentenças, bem como analisar o efeito das variáveis linguísticas (tipo de oração, tipo de verbo, outros termos negativos, tipo de sujeito, tipo de frase, estrutura do verbo, tempo verbal) e extralinguísticas (sexo, faixa etária e escolaridade) que atuam na ocorrência do fenômeno. Para isso, selecionamos 53 informantes do banco de dados NORPOFOR (Norma Oral do Português Popular de Fortaleza) e analisamos apenas os inquéritos do tipo D2 (Diálogo entre Dois informantes). Os informantes escolhidos foram estratificados em função do sexo, da faixa etária e da escolaridade. Após a audição dos inquéritos selecionados, obtivemos um total de 2350 ocorrências. Esses dados foram submetidos ao programa de análise estatística GoldVarb X (2005) e revelou os seguintes resultados iniciais: 1625 ocorrências de negativas pré-verbais (69,8%), 512 de negativas duplas (21,8%) e 213 de negativas pós-verbais (9,1%). Quanto aos fatores linguísticos, o de maior relevância, para cada análise, foi o seguinte: a) em negativa dupla x negativa pré-verbal, o tipo de oração (absoluta) para a negativa dupla; b) em negativa pós-verbal x negativa pré-verbal, o tipo de sujeito (inexistente) e em negativa pós-verbal x negativa dupla, também o tipo de sujeito (inexistente). Quanto às variáveis sociais, a variável faixa etária não atuou como fator relevante em nossas rodadas. A partir dos dados obtidos, percebemos que a comunidade de fala de Fortaleza/CE ainda se mostra muito conservadora em relação às sentenças negativas, visto que a variante mais utilizada foi a canônica pré-verbal e que a principal competição acontece entre as negativas duplas e as negativas pós-verbais, sendo que as primeiras prevalecem sobre as segundas. Diante desse contexto, o fenômeno das negativas sentenciais apresentou um quadro de variação estável e suas variantes não são estigmatizadas pelos falantes da comunidade em estudo.</span></font>