Leprosy and exile: the biopolitics of the Hawaiian monarchy in the 19th century

O presente artigo pretende analisar, sob perspectiva foucaultiana, como a biopolítica se consolidou através da influência ocidental no Havaí durante o século XIX. Para tal, tomamos o Act to prevent the Spread of Leprosy (1865) e suas consequências políticas e sociais como objeto de análise. Primeira...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Oliveira, André Luiz de Souza, Blanchette, Thaddeus Gregory
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Revista Maracanan (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/33671
Acceso en línea:https://www.e-publicacoes.uerj.br/maracanan/article/view/33671
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Hawaii
Leprosy
Sovereignty
Biopower
Havaí
Lepra
Soberania
Biopolítica
Descripción
Sumario:O presente artigo pretende analisar, sob perspectiva foucaultiana, como a biopolítica se consolidou através da influência ocidental no Havaí durante o século XIX. Para tal, tomamos o Act to prevent the Spread of Leprosy (1865) e suas consequências políticas e sociais como objeto de análise. Primeiramente, fazemos uma breve contextualização do cenário político e social do Havaí durante esse período, assunto pouco discutido na historiografia brasileira. Em seguida, diferenciamos os conceitos de poder soberano e biopoder para indicar como a criminalização da hanseníase (“lepra”) pelo rei Kamehameha V relaciona-se com a teoria de biopoder de Michel Foucault. O Act to Prevent the Spread of Leprosy, como “biopolítica da espécie humana”, afetou profundamente a vida da população nativa havaiana e revelou se parte da influência americana e europeia que minaria a própria autonomia do país.