As políticas contemporâneas sobre a vida a partir de Michel Foucault

A hipótese de nossa tese é a de que a biopolítica trabalhada por Michel Foucault ainda pode ser usada como chave interpretativa para a compreensão do nosso presente. Para além da denominação de um poder sobre a vida, as pesquisas sobre a biopolítica constituem um verdadeiro instrumental teórico, uma...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Adriano Negris
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/17789
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17789
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Biopolitics
Neoliberalism
Geopolitics
Foucault, Michel, 1926-1984
Biopolítica
Neoliberalismo
Geopolítica
CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::EPISTEMOLOGIA
Descripción
Sumario:A hipótese de nossa tese é a de que a biopolítica trabalhada por Michel Foucault ainda pode ser usada como chave interpretativa para a compreensão do nosso presente. Para além da denominação de um poder sobre a vida, as pesquisas sobre a biopolítica constituem um verdadeiro instrumental teórico, uma “caixa de ferramenta”, a partir do qual podemos manuseá-lo para entender as complexas relações de poder que vigoram neste mundo do capital globalizado. Dessa forma, nesta tese defendemos a hipótese de que a grade de inteligibilidade do neoliberalismo elaborada por Foucault ainda é o horizonte de compreensão pelo qual podemos começar tematizar os problemas biopolíticos que se apresentam a nós hoje. A racionalidade governamental do neoliberalismo persiste como o pano de fundo sobre o qual se desdobram as técnicas de subjetivação dos indivíduos e o controle da população. Assim sendo, o neoliberalismo é o horizonte mais amplo de leitura da biopolítica e, por isso, é a partir dele que devemos tentar compreender todas as tecnologias que visarem à administração da vida. A partir desse ponto, defendemos a necessidade de uma “virada geopolítica”, que pode ser entendida como um deslocamento teórico-discursivo para pensar as práticas biopolíticas de acordo com a posição espacial e política que ocupamos no mundo. Assim, entendemos que em algumas espacialidades a biopolítica é transfigurada em necropolítica, segundo o conceito do filósofo camaronês Achille Mbembe. Nosso objetivo é entender a dinâmica da necropolítica para mostrar como essa tecnologia de poder descrita por Mbembe pode ser visualizada em nossa sociedade, principalmente em algumas localidades da cidade do Rio de Janeiro, Brasil.