Construções discursivas do nós e dos outros no Romance de Alexandre : conformação de uma retórica da alteridade

Este trabalho aborda as recensões A e β do Romance de Alexandre com o propósito de caracterizar a retórica da alteridade presente na obra desde um enfoque filológico-discursivo. A pesquisa tem um carácter interdisciplinar entre literatura, história, antropologia e análise do discurso para tentar não...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Navarro, Noelia Belén
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/278635
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/278635
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Literatura clássica
Retórica
Alteridade
Gregos
Bárbaros
Novela de Alejandro
Pseudo Calístenes
Retórica de la alteridad
Griegos y bárbaros
Descripción
Sumario:Este trabalho aborda as recensões A e β do Romance de Alexandre com o propósito de caracterizar a retórica da alteridade presente na obra desde um enfoque filológico-discursivo. A pesquisa tem um carácter interdisciplinar entre literatura, história, antropologia e análise do discurso para tentar não somente se aproximar de uma maneira completa de um córpus que mistura ficção literária e história, mas também para dar conta dos objetivos específicos. Um deles é distinguir continuidades e descontinuidades, semelhanças e diferenças, tensões e consensos entre os gregos e os povos que se consideram aliados ou inimigos. O outro, analisar as construções discursivas que dão forma às representações sobre as categorias: nós-outros, mesmo-outro, próprio-alheio, e que expressam os critérios que determinam similitude, diferença, aceitação e rejeição. Conclui-se que, no Romance de Alexandre, mediante diversos procedimentos, as construções discursivas expressam as dinâmicas entre a identidade e a alteridade, especialmente grega e bárbara, conformando uma retórica da alteridade na qual os discursos do nós são desfavoráveis aos bárbaros e evidenciam percepções maioritariamente negativas sobre o alheio.