[pt] REVISITANDO A DEPRESSÃO

[pt] Este trabalho, através de um percurso crítico das principais contribuições teóricas da psicanálise sobre a depressão, defende a importância de se delimitar a neurose depressiva, como uma das neuroses com que nos deparamos freqüentemente na clínica. O narcisismo é um conceito crucial neste quadr...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: ELIANE MENDLOWICZ
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2004
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)
Repositorio:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:MAXWELL.puc-rio.br:4374
Acceso en línea:https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=4374&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=4374&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.4374
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:[pt] NARCISISMO
[pt] IDEAL DO EU
[pt] TRAUMA
[pt] RECUSA
[pt] PULSAO DE MORTE
[pt] DEPRESSAO
[en] NARCISSISM
[en] EGO IDEAL
[en] TRAUMA
[en] DENIAL
[en] DEATH IMPULSE
[en] DEPRESSION
Descripción
Sumario:[pt] Este trabalho, através de um percurso crítico das principais contribuições teóricas da psicanálise sobre a depressão, defende a importância de se delimitar a neurose depressiva, como uma das neuroses com que nos deparamos freqüentemente na clínica. O narcisismo é um conceito crucial neste quadro, e é considerado aqui como uma estrutura permanente. Nesta perspectiva é a tensão entre o ideal do eu e o eu que desbalanceada vai provocar uma quebra narcísica,abrindo as portas para o acosso da pulsão de morte, que invade o eu que é engolfado pela depressão. Valoriza-se também a recusa à perda (Verleugnung) como um operador essencial da depressão, uma vez que uma corrente do psquismo aceita a perda, mas outra, inconsciente, a recusa. Discute-se a idéia de que, diante de uma perda significativa, dois destinos são possíveis: a elaboração do luto ou a melancolia e, defende-se que são vários os destinos possíveis de um luto, incluindo-se as neuroses de angústia, depressões e compulsões. Uma vez que a depressão ocupa, em termos de incidência, o lugar que a histeria ocupava na época de Freud, considera- se os laços dessa patologia com as modificações da organização social características da atualidade e, para justificar que acontecimentos recentes dolorosos provocam parcialmente a neurose depressiva, recorre-se à teoria sobre o trauma, concebendo-o como o que provoca uma injúria narcísica capaz de causar um desinvestimento no eu.