"Bendita és tu entre as mulheres de Rus": o discurso hagiográfico sobre (Santa) Olga de Kiev (Rus - Séculos XI a XIII)

Nesta dissertação, almejamos analisar a imagem posterior da Princesa Olga (†969), que agiu como regente de Kiev após a morte de seu marido, Igor, enquanto este cobrava tributo e seu filho Sviatosláv, sucessor natural, ainda menor de idade. Durante sua vida, Olga foi responsável por uma série de atos...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Neves, Leandro César Santana
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/13914
Acceso en línea:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/13914
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Princesa Olga de Kiev
discurso hagiográfico
Rus de Kiev
Princess Olga de Kiev
hagiographic discourse
Kievan Rus
História
Descripción
Sumario:Nesta dissertação, almejamos analisar a imagem posterior da Princesa Olga (†969), que agiu como regente de Kiev após a morte de seu marido, Igor, enquanto este cobrava tributo e seu filho Sviatosláv, sucessor natural, ainda menor de idade. Durante sua vida, Olga foi responsável por uma série de atos e medidas que a diferenciaram de outros governantes, com a decisão mais importante sendo sua conversão ao Cristianismo Ortodoxo de rito Grego por volta da década de 950. Muitos destes fatos que são conhecidos sobre a regente são omitidos, modificados ou exagerados em textos dos séculos posteriores, indicando a manipulação da memória sobre a princesa visando transformá-la em uma santa. Utilizando as reflexões sobre "conceito" de discurso hagiográfico de autores como Anneke Mulder-Bakker, Guy Philippart, Marc van Uytfanghe, entre outros; e da metodologia da leitura isotópica de Algirdas Greimas e Joseph Courtés, argumentamos que a imagem de Olga sofreu transformações pautadas nas necessidades dos autores e do público em duas fontes de Rus que tratam sobre ela diretamente, a Crônica dos Anos Passados (século XI ‒ XII) e o Louvor à Princesa Olga (século XIII), a fim de criar uma "Olga ideal" passível de ser relembrada e cultuada pelas características selecionadas