“Amedrontado, acordei do sono”: o medo trágico na Exagoge de Ezequiel

O medo é uma emoção universal que funciona como síntese das atividades mentais que levam a reações de terror, pânico e angústia. O objetivo deste estudo é fazer uma leitura dos fragmentos da Exagoge, de Ezequiel Trágico, dramaturgo judaico que escrevia em grego, a fim de identificar como o drama hel...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Torres, Milton
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Repositorio:Codex : Revista de Estudos Clássicos
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/59281
Acesso em linha:https://revistas.ufrj.br/index.php/CODEX/article/view/59281
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:medo
Exagoge
Ezequiel trágico
emoções
Êxodo.
Descrição
Resumo:O medo é uma emoção universal que funciona como síntese das atividades mentais que levam a reações de terror, pânico e angústia. O objetivo deste estudo é fazer uma leitura dos fragmentos da Exagoge, de Ezequiel Trágico, dramaturgo judaico que escrevia em grego, a fim de identificar como o drama helenístico trata a experiência estética do medo. Em cada um dos conjecturados cinco atos da Exagoge, o medo se faz presente com uma mesma marca de imponderabilidade. A tese do artigo é a de que a Exagoge demonstra que o medo é também uma reação a um perigo “imponderável” ou ponderável a partir não de experiências pessoais anteriores, mas de elementos externos que interagem com o estado emocional interior. Assim, o artigo pretende caracterizar a emoção do medo, em suas manifestações de caráter negativo e dissociadas do elemento estereotípico e cognitivo de experiências anteriores, a partir do exame da Exagoge, com base em cinco efeitos de amedrontamento: diante do desconhecido, o medo do imponderável; diante das divindades, o medo do sobrenatural; diante da exibição de força bruta, o medo do poderoso; diante da exibição de superioridade numérica, o medo do numeroso; e, diante do desproporcional, o medo do monstruoso.