Violência e subversão em Fe en Disfraz de Mayra Santos Febres
Essa pesquisa objetiva examinar as representações das mulheres negras encontradas no romance Fe en disfraz (2009), da escritora negra porto-riquenha Mayra Santos-Febres. Nesse romance, dentre outros temas, a escritora aborda a violência colonial relatada pelas personagens e como elas reverberam no c...
| Autor: | |
|---|---|
| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/35162 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/35162 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES Literatura porto-riquenha - Escritoras negras - História e crítica Negras na literatura Santos Febres, Mayra - Crítica e interpretação Literatura caribenha Decolonialidade Violência colonial Subversão |
| Resumo: | Essa pesquisa objetiva examinar as representações das mulheres negras encontradas no romance Fe en disfraz (2009), da escritora negra porto-riquenha Mayra Santos-Febres. Nesse romance, dentre outros temas, a escritora aborda a violência colonial relatada pelas personagens e como elas reverberam no corpo das mulheres negras na atualidade. Nesse contexto, propõe-se a analisar quais relações a autora faz entre os tempos passado e presente, e como ela apresenta os paralelos, diferenças e continuidades da trajetória das personagens. Busca-se também analisar como a colonialidade do poder produziu discursos sobre corpos subjugados e como a autora reescreve os trilhos de mulheres negras nesse deslocamento decolonial na narrativa. Apresentará ainda quais estratégias a escritora usa na relação porosa entre o real e o ficcional, como dispositivo para criar possibilidades de subversão dentro do sistema de herança colonial, tanto na história como na literatura. Análise se propõe a partir do aporte teórico de feministas como Angela Davis, Sueli Carneiro, Lélia Gonzalez, Bell hooks, Djamila Ribeiro, Carla Akotirene, Grada Kilomba e Ochy Curiel. Críticas Literárias como Florentina Souza, Conceição Evaristo, Ana Rita Santiago e o crítico literário Luiz Silva (Cuti) serão referências no campo da literatura negra e literatura de mulheres negras no Brasil. E contribuições de filósofos e historiadores como Geovana Xavier, Frantz Fanon, Stuart Hall, Eduardo Paiva França, entre tantos outros. |
|---|