Gênero, negritude e memória em Fe en disfraz (2009), de Mayra Santos-Febres

Este trabalho analisa o romance Fe en disfraz (2009), de Mayra Santos Febres, o qual apresenta uma narrativa híbrida, que elabora um processo de rememoração de um passado doloroso, que denuncia tanto as relações de dominação e submissão entre homens brancos e mulheres afrodescendentes, como a reprod...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Batista, Nayara Cristina Barbosa [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/192057
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/192057
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Santos-Febres, Mayra, 1966-
Literatura hispano-americana
Memória
Hispanic-American literature
Memory
Descripción
Sumario:Este trabalho analisa o romance Fe en disfraz (2009), de Mayra Santos Febres, o qual apresenta uma narrativa híbrida, que elabora um processo de rememoração de um passado doloroso, que denuncia tanto as relações de dominação e submissão entre homens brancos e mulheres afrodescendentes, como a reprodução destas dinâmicas nas sociedades pós-coloniais. Além disso, investigam-se as questões relativas à construção identitária da mulher negra, versando sobre as teorias que estudam gênero e negritude, a construção histórica sobre as mulheres negras e a criação de imagens estereotipadas oriundas do período escravocrata. Através da análise do romance, pode-se observar como as concepções estereotipadas sobre as identidades das mulheres negras foram moldadas no período escravocrata, assim como tais estereótipos tornam-se objeto de desconstrução por meio da constituição da personagem Fe Verdejo. Finalmente, analisamos como a suspensão temporal em partes do romance apresenta uma temporalidade distinta e mítica.