HEIDEGGER E A POESIA COMO CAMINHO PARA A LINGUAGEM

O artigo procura mostrar de que modo Heidegger pensa a poesia como essência da linguagem. Com esse intuito, tem por objetivo desenvolver a articulação entre poesia e linguagem, mostrando que, se a “matéria” da poesia é a linguagem, a linguagem, por sua vez, é, em sua essência, poesia. No desenvolvim...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Costa Cordeiro, Robson
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Piauí (UFPI)
Repositorio:Pensando
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.ufpi.br:article/3349
Acceso en línea:https://periodicos.ufpi.br/index.php/pensando/article/view/3349
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Heidegger
Hölderlin
poesia
linguagem
ser
Descripción
Sumario:O artigo procura mostrar de que modo Heidegger pensa a poesia como essência da linguagem. Com esse intuito, tem por objetivo desenvolver a articulação entre poesia e linguagem, mostrando que, se a “matéria” da poesia é a linguagem, a linguagem, por sua vez, é, em sua essência, poesia. No desenvolvimento dessa questão, tomaremos Hölderlin como interlocutor privilegiado de Heidegger por mostrar, de modo exemplar, a poesia como tarefa de testemunhar o divino, que se realiza através do combate entre deuses e homens. Nesse combate se realiza a tensão entre a essência e a não-essência da linguagem, entre o seu caráter divino e vulgar, que apresenta, por um lado, a poesia como a mais inocente das ocupações e, por outro lado, a linguagem como o mais perigoso dos bens. A linguagem é simultaneamente as duas coisas, sendo, por isso, em sua essência, um mistério. Heidegger pensa esse mistério a partir da relação entre dasein e ser. Nessa relação o ser encontra abrigo na linguagem, que testemunha o ser a partir do ser. Sendo aquele que testemunha, o dasein, contudo, não é o sujeito que possui a linguagem, mas aquele que pode testemunhar porque é obrigado a falar, a trazer para a palavra aquilo que quase o faz perder a língua, este que é o mais estranho, o mais inóspito de todos os hóspedes, o ser.