Dentinogênese imperfeita tipo II: um relato de caso com acompanhamento de 34 anos

A dentinogênese imperfeita (DI) é uma doença de alteração hereditária que afeta o desenvolvimento dentinário, podendo ocorrer associada à presença de osteogênese imperfeita (tipo I), isoladamente (tipo II), ou especificamente associada ao povoado de Brandywine, no sul de Maryland (tipo III). O objet...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Vieira, Heloisa Aparecida Orsini, Freitas, Aldevina Campos de, Fernandes, Regina Maura, Longo, Daniele Lucca, Silva, Raquel Assed Bezerra da, Daltoé, Mariana de Oliveira, Queiroz, Alexandra Mussolino de, Nelson Filho, Paulo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Clinical and Laboratorial Research in Dentistry
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/168679
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/clrd/article/view/168679
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Dentinogenesis Imperfecta
Early Diagnosis
Mouth Rehabilitation
Continuity of Patient Care
Dentinogênese Imperfeita
Diagnóstico Precoce
Reabilitação oral
Continuidade da Assistência ao Paciente
Descripción
Sumario:A dentinogênese imperfeita (DI) é uma doença de alteração hereditária que afeta o desenvolvimento dentinário, podendo ocorrer associada à presença de osteogênese imperfeita (tipo I), isoladamente (tipo II), ou especificamente associada ao povoado de Brandywine, no sul de Maryland (tipo III). O objetivo deste trabalho é relatar um caso clínico de DI tipo II na infância que recebeu acompanhamento por 34 anos. A criança em questão foi encaminhada ao serviço de assistência odontológica ainda muito pequena, o que favoreceu um tratamento adequado, evitando complicações e trazendo um prognóstico favorável a longo prazo, além de garantir o bem-estar físico e mental da paciente. Os aspectos clínicos desta condição são dentes com coroas curtas e coloração marrom acinzentada, além de uma consistência alterada nos elementos dentários afetados. Radiograficamente, foram identificados dentes com coroas bulbosas, constrição cervical, raízes afinadas, e obliteração precoce do canal radicular e câmaras pulpares devido à excessiva produção de dentina. Para o tratamento, utilizou-se coroas de aço cromado na reconstrução de molares decíduos e restaurações de resina composta nos dentes decíduos anteriores. Quanto à dentição permanente, o tratamento visou reestabelecer a função e a estética, utilizando-se de coroas metálicas nos primeiros molares e coroas e facetas cerâmicas nos dentes anteriores. Em outros dentes posteriores foram utilizados os tratamentos endodôntico, protético e restaurador. Medidas preventivas foram instituídas. Em conclusão, a DI pode causar sérias alterações na estrutura dentinária, afetando a função e a estética de ambas as dentições. A intervenção odontológica multidisciplinar será mais promissora quanto mais cedo for estabelecida, promovendo a saúde bucal e minimizando os danos aos indivíduos afetados.