Buda Tārā: surgimento, transformação e permanência da centralidade de um ícone feminino no budismo tibetano Geluk
O presente trabalho tem por objetivo entender de que forma as narrativas de surgimento e transformações de Buda Tārā se consolidam no budismo tibetano Geluk, a fim de investigar quais fissuras são provocadas por esse ícone feminino tão importante no budismo tibetano. Seu surgimento consolida-se nos...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA) |
| Repositorio: | Repositório da METODISTA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.metodista.br:123456789/178 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/178 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Buda Tārā Mahāyāna Geluk budismo tibetano Tantra budista Buddha Tārā Geluk budhism tibetan Buddhist tantra Ciências Humanas |
| Sumario: | O presente trabalho tem por objetivo entender de que forma as narrativas de surgimento e transformações de Buda Tārā se consolidam no budismo tibetano Geluk, a fim de investigar quais fissuras são provocadas por esse ícone feminino tão importante no budismo tibetano. Seu surgimento consolida-se nos movimentos do sistema tântrico, na Índia, a partir do séc. VI, onde a contextualização se torna bastante complexa, considerando o rico entrecruzamento cultural de crenças do sistema de tantra na sociedade antiga indiana. Para análise de seu surgimento, será usada a metodologia diacrônica que se volta para a arqueologia e os textos canônicos. Para a análise conceitual e literária, a metodologia será sincrônica, privilegiando a narrativa literária e suas transformações com o que temos na atualidade. Para a interpretação iconográfica, usaremos a metodologia de mapeamento proposta por Gillian Rose, especificamente as modalidades composicional e social. Para além das fronteiras indianas, quando Tārā se fortalece no Tibete, ela é a grande percursora de um movimento de popularidade nas esferas conceitual e revolucionária, que coloca a mulher em pé de igualdade com o homem quanto às suas realizações e conquistas. Algumas décadas depois, seu culto estabelece-se na tradição Mahāyāna Geluk, reafirmando a visão teológica de equanimidade (upekṣā) e compaixão (karuṇā), segundo a qual é preciso adentrar o caminho do Bodhisattva, que tem como prática o cultivo da bodhicitta – a mente que busca o completo despertar não só para si, mas também para benefício de todos. Na teologia dos sistemas Vajrayāṇa, que é um braço do Mahāyāna, as iconografias tibetanas de Tārā, em suas inúmeras representações, elevam o status de Tārā como Buda, reafirmando as bases hermenêuticas da tradição Mahāyāna Geluk, mas, na prática, a tradição Geluk não corresponde em estabelecer a igualdade entre homens e mulheres. Descobrimos, através dos esforços das pesquisadoras budistas, que o principal problema está no sistema educacional institucional da sociedade tibetana e, principalmente, no sistema educacional religioso que privou as mulheres durante séc. do estudo formal que as habilitasse e as encorajasse a estarem minimamente em pé de igualdade com os homens. |
|---|