Rouge Brésil : essa literatura francesa que nos lê

Esta dissertação objetiva discutir a representação da figura do ameríndio no romance Rouge Brésil (2001) de Jean-Christophe Rufin. Trata-se de uma obra contemporânea que trabalha com dois eixos para a sua construção narrativa. O primeiro é o resgate de relatos de viagem, inscritos no século XVI, que...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Maia, William de Lima
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/27833
Acceso en línea:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27833
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Lingüística, Letras e Artes
Rufin, Jean-Christophe, 1952-. Rouge Brésil
Mimese na literatura
Índios na literatura
Estereótipos (Psicologia social)
Representação literária
Ameríndio brasileiro
Représentation littéraire
Stéréotypes
Descripción
Sumario:Esta dissertação objetiva discutir a representação da figura do ameríndio no romance Rouge Brésil (2001) de Jean-Christophe Rufin. Trata-se de uma obra contemporânea que trabalha com dois eixos para a sua construção narrativa. O primeiro é o resgate de relatos de viagem, inscritos no século XVI, que descrevem a primeira tentativa de colonização francesa no Brasil, batizada de França Antártica, em 1555. O segundo consiste numa operação ficcional que permite à narrativa introduzir personagens que não se fazem presentes nos relatos consultados para composição desse romance histórico. A análise que se segue busca refletir sobre a reprodução de clichês e estereótipos na representação da figura do indígena brasileiro. O presente trabalho entende que isso impossibilita no romance estudado o resgate do equilíbrio entre a voz do indígena e a voz do colonizador, ao mesmo tempo em que provoca uma leitura equivocada da cultura ameríndia, a partir de um fazer literário no século XXI. Por fim, pretende-se identificar em que medida Rouge Brésil se insere numa literatura romanesca francesa que conserva a tendência em ler o ameríndio e, por conseguinte, as coisas do Brasil, através das lentes do estereótipo e do clichê.