Labor market and poverty in Brazil

Este texto investiga a importância do mau funcionamento do mercado de trabalho brasileiro, tanto em termos de subutilização como de sub-remuneração do fator trabalho, para a determinação do nível de pobreza registrado no país. Utilizando uma metodologia baseada em microssimulações, estimamos o impac...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Barros, Ricardo Paes de, Corseuil, Carlos Henrique Leite, Leite, Phillippe G.
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Repositorio:Repositório Institucional da IPEA (RCIpea)
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/4972
Acceso en línea:http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4972
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Mercado de trabalho
Sub-remuneração
Pobreza
Desemprego
Segmentação no mercado de trabalho
Descripción
Sumario:Este texto investiga a importância do mau funcionamento do mercado de trabalho brasileiro, tanto em termos de subutilização como de sub-remuneração do fator trabalho, para a determinação do nível de pobreza registrado no país. Utilizando uma metodologia baseada em microssimulações, estimamos o impacto de cada imperfeição do mercado de trabalho sobre a pobreza, quais sejam: desemprego, segmentação e discriminação. Para realizar essas estimativas foi necessário definir previamente os conceitos de desemprego, segmentação e discriminação. Além disso, também foi necessário definir uma situação ideal em que os recursos humanos eram propriamente utilizados e remunerados, dadas as condições da economia brasileira. Os resultados mostram que o efeito da eliminação de todas as imperfeições do mercado de trabalho sobre a pobreza não seria muito significativo. Essa eliminação das imperfeições foi operacionalizada de duas formas alternativas. Primeiro, se as condições do segmento médio do mercado de trabalho brasileiro fossem estendidas a todos os segmentos, o hiato de renda média (P1) cairia dos 12,1% observados para 9,6%. Segundo, se essa condição fosse estendida somente àqueles abaixo da média, o efeito sobre a pobreza ainda não seria muito alto, com P1 caindo para 8,1%.