| Sumario: | Os romances portugueses do último quarto do século XX apresentam características comuns quanto à representação do tempo. O discurso irônico dos escritores convida para uma releitura do presente à luz do passado. Através da reinterpretação dos grandes mitos nacionais, questionam a imagem identitária que o país se forjou ao longo dos séculos, que perpetua as mentalidades e condiciona a sua evolução. Reenviando o discurso individual para uma problemática nacional, propõem revisitar e reavaliar a História para esclarecer o tempo que lhes é contemporâneo. As estruturas circulares e as “mises em abyme”, múltiplas e interativas, realçam narrativamente o tema do eterno retorno que revela a preocupação essencialmente ontológica dos autores. Permitem englobar os diferentes níveis temporais numa dimensão superior: a universalidade. Palavras-chave: Romance português. Tempo. Pós-modernidade. Metaficção historiográfica.
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