ALEGORIA BENJAMINIANA / BENJAMINIAN ALLEGORY

Centrado em demonstrar a presença da alegoria como recurso interpretativo, este artigo alude à sua permanência na contemporaneidade sob novo parâmetro analítico. Comprometida desde a Antiguidade Clássica com a retórica e às normas seguidas pelos oradores, ela assemelhava-se a uma metáfora deslocada,...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Pereira, João Batista; UNILAB - Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Lima, Stélio Torquato; Universidade Federal do Ceará
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Faculdade Santo Agostinho (FSA)
Repositorio:Revista FSA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.projetos.polarisweb.com.br:article/193
Acceso en línea:http://www4.unifsa.com.br/revista/index.php/fsa/article/view/193
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Filosofia; Letras; Literatura; Sociologia
Alegoria; Walter Benjamin; Modernidade.
Descripción
Sumario:Centrado em demonstrar a presença da alegoria como recurso interpretativo, este artigo alude à sua permanência na contemporaneidade sob novo parâmetro analítico. Comprometida desde a Antiguidade Clássica com a retórica e às normas seguidas pelos oradores, ela assemelhava-se a uma metáfora deslocada, primando pela correção e adequação do discurso. Essa finalidade foi transfigurada ao longo da Idade Média, vinculando-a ao decoro e à moral, principalmente em fábulas e parábolas, convenção modificada no Romantismo quando a alegoria encontrou seu ocaso, subjugada pelo símbolo. A partir da leitura proposta por Walter Benjamin, sua existência foi apreendida como recurso elucidativo do universo estético à luz do tempo social, apresentada como figura de linguagem atrelada ao contexto histórico. Refletindo esse espírito do tempo, adotamos neste artigo a perspectiva dialética como caminho metodológico que ilustra com maior acuidade os novos contornos assumidos pela alegoria na modernidade. À luz das ações vivenciadas pelo homem na precariedade de um mundo cambiante em seus valores, ela passa a ser vislumbrada como categoria indiciária da fragmentada representação de uma sociedade difusa e instável, permitindo compreender o alcance e os limites da literatura como veículo na percepção crítica da realidade.  Palavras-chave: alegoria; Walter Benjamin; modernidade.  ABSTRACT Focused on showing the presence of allegory as an interpretive resource, this article mentions its permanence in modern times from a new analytical parameter. Committed since Classical Antiquity with the rhetoric and the rules followed by the orators, it was like a displaced metaphor, striving for clarity and appropriateness of speech. That purpose was transfigured throughout the Middle Ages, when its use was linked to decency and morality, a convention which was changed in Romanticism, when it met its demise, subdued by the symbol. From the texts proposed by Walter Benjamin, its existence was perceived as a resource illuminating the aesthetic universe in the light of social times, presented as a figure of speech tied to the historical context. Reflecting the spirit of the times, we adopt in this article a dialectical perspective as a methodological that more accurately illustrates the contours assumed by allegory in modernity. With the light of experiences in a changing world of insecurity in its own values, it is now envisioned as an analytical category indicting of fragmented representation of a diffuse and unstable society, allowing us to understand the scope and limits of literature as a vehicle in critical perception of reality.   Keywords: allegory; Walter Benjamin; modernity.