"Se eu pensava, eu existia" : autoria e animalidade em Memórias de porco-espinho, de Alain Mabanckou

Resumo: O enredo de Memórias de porco-espinho consiste em confissões feitas por um porco-espinho a um baobá sobre sua vida e os crimes que cometeu em nome de seu mestre humano Kibandí. Anunciando abertamente sua animalidade, o porco-espinho ironiza os padrões classificatórios e generalistas dos huma...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Zanfelice, Gabriela Beduschi, 1997-, Gallo, Fernanda Bianca Gonçalves, 1979-
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1342890
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/20.500.12733/11140
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ecocrítica
Literatura africana
Ecocriticism
African literature
Dossiê
Descripción
Sumario:Resumo: O enredo de Memórias de porco-espinho consiste em confissões feitas por um porco-espinho a um baobá sobre sua vida e os crimes que cometeu em nome de seu mestre humano Kibandí. Anunciando abertamente sua animalidade, o porco-espinho ironiza os padrões classificatórios e generalistas dos humanos, mobilizando uma série de elementos que colocam em xeque certos binarismos como natureza e cultura, seres animados e seres inanimados, e questionam a inadequação dessas classificações frente à diversidade e à complexidade animal. Neste artigo, busca-se analisar os modos através dos quais essa autobiografia animal convoca a repensarmos conceitos como humano e não-humano, a categorização em gêneros literários específicos e bem delimitados, os paradigmas dominantes da ciência e as relações entre ficção e realidade, com implicações significativas para examinarmos as relações entre humanos e animais.