A presença da fábula, do lirismo e da narrativa em Le Bestiaire ou Cortège d'Orphée de Guillaume Apollinaire
Os bestiários modernos, de um modo geral, são textos líricos em que os animais são vistos como seres providos de inteligência e sensibilidade, projetam sentimentos e conflitos humanos, às vezes parodiando o estilo moralizador e o conteúdo ingenuamente maravilhoso dos bestiários medievais e produzem...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2008 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/91588 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/91588 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Apollinaire, Guillaume, 1880-1918 Literatura Bestiarios Poesia Civilização moderna |
| Resumo: | Os bestiários modernos, de um modo geral, são textos líricos em que os animais são vistos como seres providos de inteligência e sensibilidade, projetam sentimentos e conflitos humanos, às vezes parodiando o estilo moralizador e o conteúdo ingenuamente maravilhoso dos bestiários medievais e produzem efeitos sutilmente humorísticos. Guillaume Apollinaire, leitor de obras medievais, cria suas “histórias”, recheia-as de lendas e mitos, e os recria mais uma vez, já que estes também não passam de histórias recontadas. Sua estrutura básica é constituída de um título, geralmente o nome do animal, uma imagem feita em xilogravura e o poema. Apollinaire escolheu um gênero literário tradicional, ao qual pertence o bestiário. Esse gênero vem acompanhado das ilustrações que fazem parte de uma longa tradição. É no que consiste o bestiário medieval: ele explica de maneira alegórica a criação e o poder de Deus apresentando as criaturas e interpretando-as, e devido a isso, é considerado um gênero didático. Apollinaire vivenciou em seu bestiário, intitulado Le Bestiaire ou cortège d’Orphée e publicado em 1911, a constante dualidade entre o antigo e o moderno, a narrativa e a poesia, o caráter mítico e simbólico, os elementos autobiográficos, a identificação do poeta com a imagem de Orfeu e os temas universais. O fio condutor dos poemas é a figura de Orphée, que é uma espécie de porta-voz do poeta que une os poemas e seus significados são enriquecidos com as gravuras de Raoul Dufy, muitas vezes sem nexo aparente entre elas. As possíveis analogias que se estabelecem entre os animais e suas respectivas lendas e simbologias harmonizam-se com a poesia e as inovações líricas trazidas pelo poeta moderno, dando-lhe, portanto um caráter narrativo. |
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