Condicionamento operante de Macaca mulatta (zimmerman, 1780) como ferramenta de aprimorar o bem-estar e viabilizar protocolos científicos (Cercopithecidae - Primates)

Primatas não humanos (PNH) criados para fins científicos necessitam de manejo frequente para realização de procedimentos diversos mediante contenção física e/ou química, aumentando o estresse e risco de acidentes, prejudicando a qualidade das pesquisas e afetando o bem-estar dos animais. Técnicas de...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Aihara, Mika Ester
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/55363
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/55363
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Primatas não humanos
Macacos rhesus
Aprendizagem
Reforço positivo
Non-human primates
Rhesus monkeys
Learning
Positive reinforcement
Macaca mulata
Bem-Estar do Animal
Reforço Psicológico
04 Educação de qualidade
Descripción
Sumario:Primatas não humanos (PNH) criados para fins científicos necessitam de manejo frequente para realização de procedimentos diversos mediante contenção física e/ou química, aumentando o estresse e risco de acidentes, prejudicando a qualidade das pesquisas e afetando o bem-estar dos animais. Técnicas de condicionamento operante com reforço positivo devem ser utilizadas para que os animais cooperem na execução dos procedimentos, demonstrando clara redução dos riscos de manejo e consequente melhoria na qualidade de vida dos animais e das pesquisas neles desenvolvidas. Neste trabalho, primeiramente foi elaborado um etograma para avaliação comportamental de seis exemplares (três machos e três fêmeas) da espécie Macaca mulatta (macaco rhesus), e posterior seleção de quatro animais para o estudo. Foi aplicado o método de condicionamento operante com reforço positivo em que, após responder adequadamente aos sinais ou comandos do treinador, os animais são recompensados com algo palatável que instigue interesse, tais como frutas ou guloseimas. Os treinos, divididos em duas fases, foram realizados sempre no período da tarde, por no máximo 30 minutos por animal, dois a cinco dias da semana. Inicialmente os animais foram condicionados a entrar na gaiola adaptada ao seu recinto e, uma vez dessensibilizados, partiu-se para as ações sequenciadas de condicionamento, que consistiu em ingestão de líquidos em seringas, aferição de temperatura, e coleta de urina. Ao responder positivamente às sessões, prosseguia-se para a segunda fase do treinamento, incluindo injeção intramuscular e coleta de sangue pela veia femoral. Por se tratar de estímulos desconfortáveis/aversivos, foi realizada a dessensibilização em etapas nos treinos da segunda fase. Foi possível condicionar quatro macacos rhesus para ingestão de líquidos em seringa e aferição de temperatura, um para coleta de urina e dois para injeção intramuscular, não sendo possível a coleta de sangue via veia femoral. Os animais mais favoráveis para a execução da técnica de condicionamento apresentaram maior frequência de categorias exploratórias, interações pacíficas e reduzidas condutas agonísticas, onde as fêmeas demonstraram ser mais facilmente condicionadas do que os machos. A vivência com os animais do estudo na aplicação do treinamento possibilitou aprimorar as técnicas de condicionamento, na busca de respostas positivas mais rápidas e eficazes, permitindo a coleta de amostras biológicas, com o mínimo de estresse que antes era desencadeado por contenções física e/ou química. O estudo permitiu gerar um Programa de Condicionamento Animal (PCA), com a proposta de um método de pesquisa direta com PNH sobre o referido assunto, como base para o desenvolvimento de outros trabalhos acerca de condicionamento animal. Os resultados demonstraram potencial reprodutibilidade nas pesquisas em prol da saúde pública, servindo, desta forma, como embasamento técnico para a sua aplicação em outras instituições que utilizam PNH destinados a pesquisas