Cinema e realismo: Frederick Wiseman

O presente trabalho investiga, a partir da sociologia do cinema, uma seleção de filmes documentais do cineasta americano Frederick Wiseman (1930-). Trata-se de um documentarista com grande importância para o que ficou conhecido como cinema direto ou cinema vérité, uma corrente cinematográfica que, a...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Scarpa, Paulo Cesar Almeida
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-06122012-114423
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-06122012-114423/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Cinema direto
Direct cinema
Documentário
Documentary
Frederick Wiseman
Realism
Realismo
Sociologia do cinema
Sociology of cinema
Descrição
Resumo:O presente trabalho investiga, a partir da sociologia do cinema, uma seleção de filmes documentais do cineasta americano Frederick Wiseman (1930-). Trata-se de um documentarista com grande importância para o que ficou conhecido como cinema direto ou cinema vérité, uma corrente cinematográfica que, através de determinados artifícios formais ausência de narração, entrevistas ou intertítulos , causa uma forte impressão de realismo. Com isso, pretendi não apenas melhor compreender a produção deste cineasta como também refletir sobre algumas das construções narrativas presentes em seus filmes e, a partir disso, sobre algumas das relações entre cinema e realismo. Buscando trazer para a discussão este diretor pouco comentado na literatura brasileira, analisei aqui oito de seus filmes, distribuídos em três blocos temáticos: hospitais, exército e lazer. A análise se deu através de uma sociologia do cinema que compreende que a análise deve partir do próprio filme, compreendendo-o enquanto obra e enquanto a principal fonte de informação. No caso deste trabalho, a maneira pela qual Wiseman construiu imagens e narrativas ao longo de sua filmografia é interpretada enquanto uma resposta a uma das questões que permeia o cinema documental, qual seja, de como retratar e detalhar o real. Tendo isso em mente, podemos dizer que a câmera observadora não apenas observa. Ela narra, ela fala e ela argumenta.