Escravidão e resistência escrava na "Cidade D'Arêa" oitocentista.

Essa dissertação faz uma abordagem sobre a população escrava na cidade de Areia durante a segunda metade do século XIX. Esse foi um período em que essa cidade, da região do brejo da então província da Parahyba do Norte, passou por um desenvolvimento urbano resultante de uma transformação na sua estr...

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Detalhes bibliográficos
Autor: SILVA, Eleonora Félix da.
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2010
País:Brasil
Recursos:Universidade Católica de Brasília (UCB)
Repositório:Repositório Institucional da UCB
Idioma:português
OAI Identifier:oai:localhost:riufcg/2540
Acesso em linha:http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/2540
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Escravidão.
Liberdade.
Areia (PB).
Slavery.
Freedom.
História
Descrição
Resumo:Essa dissertação faz uma abordagem sobre a população escrava na cidade de Areia durante a segunda metade do século XIX. Esse foi um período em que essa cidade, da região do brejo da então província da Parahyba do Norte, passou por um desenvolvimento urbano resultante de uma transformação na sua estrutura física, na vida social, cultural e econômica. Em Areia, desenvolveu-se uma sociedade escravista, onde o mundo citadino estava atrelado às necessidades do meio rural. Naquele território, parte significativa da riqueza material dos mais abastados baseava-se na posse de escravos. Porém, a população escrava não era simplesmente uma mercadoria ou bem. Através de uma análise demográfica, nosso trabalho pretende mostrar que a população cativa, em Areia, era formada por pessoas que, além de trabalhar muito, viveram múltiplas experiências cotidianas como a formação de laços de solidariedade e sociabilidade, a exemplo da constituição de famílias e de outras relações pessoais importantes nas suas ações em busca da liberdade. Os escravos em Areia lançaram mão de diversas possibilidades para romper com a escravidão, seja através de fugas, das negociações em torno da alforria ou enfrentando os senhores nos tribunais locais. Para concretizar nossos objetivos foi analisado um conjunto de fontes constituídas por registros de compra e venda de escravos, cartas de alforrias, recenseamento geral do Império de 1872, relatórios de presidentes da província da Paraíba, inventários post mortem, processos judiciais e jornais do século XIX.