Visibilizar indivíduos, ocultar instituições: uma análise documental de categorias governamentais para abordar o fenômeno do confinamento no Brasil
Objetivo: descrever e analisar categorias para se referir a pessoas e estabelecimentos adotadas nos setores saúde e justiça do Poder Executivo Federal, acentuando assim a dimensão política do fenômeno do confinamento no Brasil. Metodologia: desenvolvemos uma perspectiva panorâmica dos resultados obt...
| Autores: | , , |
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| Tipo de documento: | artigo |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repositório: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/54633 |
| Acesso em linha: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/54633 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Política pública Confinamento involuntário Materiais educativos Materiais de divulgação Linguagem Public policy Involuntary confinement Educational and promotional materials Language Internamiento involuntario Materiales educativos y de divulgación Lenguaje |
| Resumo: | Objetivo: descrever e analisar categorias para se referir a pessoas e estabelecimentos adotadas nos setores saúde e justiça do Poder Executivo Federal, acentuando assim a dimensão política do fenômeno do confinamento no Brasil. Metodologia: desenvolvemos uma perspectiva panorâmica dos resultados obtidos, destacando o número e a frequência dessas categorias. Nossa análise documental focalizou cartilhas e outros materiais educativos, identificados e caracterizados após consulta a quatro websites. Resultados: reunimos 147 documentos, a maioria deles com a finalidade de suscitar engajamento social e a minoria para definir normas. No setor justiça, localizamos 412 registros de expressões para se referir a populações e 274 para se referir a estabelecimentos, bem como 619 e 390 no setor saúde, de modo que se apresenta o público da política quase o dobro de vezes do que o serviço ofertado nesses materiais educativos. Conclusão: há mais categorias para se referir às populações-alvo das políticas sanitárias e penitenciárias do que aos espaços nos quais se recomenda que elas sejam alocadas. Em algumas áreas técnicas, quase cinco vezes mais, como se o processo de formulação dessas formas de ação estatal colaborasse para visibilizar indivíduos e ocultar instituições. |
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