Cardioproteção no diabetes mediada pelo treinamento físico aeróbico e a associação com o fator de crescimento de fibroblastos 21 (FGF21)

O presente estudo teve o objetivo de avaliar o efeito do treinamento físico aeróbio (TFA) no metabolismo oxidativo e no remodelamento cardíaco de animais com diabetes e a associação com os níveis de FGF21 e FGFR1/ -klotho. Foram utilizados camundongos machos, adultos, C57BL6/J, separados em grupos n...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Vecchiatto, Bruno
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-29012025-170838
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-29012025-170838/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Aerobic physical training
Coração
Diabetes
FGF21
Heart
Treinamento físico aeróbio
Descripción
Sumario:O presente estudo teve o objetivo de avaliar o efeito do treinamento físico aeróbio (TFA) no metabolismo oxidativo e no remodelamento cardíaco de animais com diabetes e a associação com os níveis de FGF21 e FGFR1/ -klotho. Foram utilizados camundongos machos, adultos, C57BL6/J, separados em grupos não diabético sedentário (NDS, n=18), não diabético treinado (NDT, n=12), diabético sedentário (DS, n=17) e diabético treinado (DT, n=21). O diabetes foi induzido por dieta rica em gordura e frutose e injeção de estreptozotocina (120 mg/kg). O TFA consistiu em sessões de corrida de 60 minutos, a 60% da velocidade máxima, 5 dias por semana, durante 8 semanas. Entre os resultados, após o período de TFA, observou-se menor peso corporal final do grupo DS comparado ao NDS, bem como hiperglicemia de jejum, intolerância à glicose e resistência à insulina nos grupos DS e DT comparados aos grupos NDS e NDT. Apenas os grupos NDS e DS aumentaram a glicemia de jejum pós-TFA comparado aos valores pré-TFA. Além disso, o grupo DS apresentou maior concentração de colesterol total comparado ao NDS, enquanto os grupos DS e DT tiveram maior concentração de LDL comparados ao grupo NDS. Não houve diferença na concentração de HDL e triglicérides. O TFA promoveu aumento na capacidade aeróbia dos animais NDT e DT, conforme demonstrado pelo aumento no tempo máximo até a exaustão, velocidade máxima e intensidade correspondente ao VO2 máx no teste de esforço físico máximo. No ecocardiograma, não houve diferença no peso relativo do coração e do ventrículo esquerdo (VE), na espessura relativa da parede, espessura do septo interventricular (ESI) durante a diástole, espessura da parede posterior (EPP) na sístole e na diástole. No entanto, o grupo DS apresentou maior ESI na sístole comparado ao NDT (0,84 ± 0,03 mm vs. 0,65 ± 0,02 mm), menor diâmetro interno (DI) e volume interno (V) comparado ao NDS durante a sístole (3,46 ± 0,05 mm vs. 3,74 ± 0,03 mm e 49,73 ± 1,93 uL vs. 59,66 ± 1,21 uL, respectivamente) e diástole (4,56 ± 0,07mm vs. 4,82 ± 0,03 mm e 95,64 ± 3,40 uL vs. 108,40 ± 1,79 uL, respectivamente), enquanto o grupo DT apresentou menor DI e V comparado ao NDS na sístole (3,45 ± 0,06 mm vs. 3,74 ± 0,03 mm e 49,44 ± 2,01 uL vs. 59,66 ± 1,21 uL, respectivamente). Nas análises de remodelamento cardíaco, não houve diferença no diâmetro de cardiomiócitos, deposição de colágeno e expressão da proteína fibronectina. Na avaliação de metabolismo cardíaco, não foram encontradas diferenças na expressão proteica de AMPK total, AMPK fosforilada e PGC1-, bem como na atividade da enzima citrato sintase e deposição lipídica. A concentração sérica de FGF21 foi menor nos grupos diabéticos, porém não houve diferença na expressão cardíaca do FGF21, FGFR1 e -Klotho. Em conclusão, os resultados permitem afirmar que as adaptações metabólicas e cardíacas promovidas pelo TFA em animais diabéticos não foram associadas aos níveis cardíacos de FGF21 e FGFR1/-klotho