Reverberações na história de uma vida: o antes e o depois da lei 10.216: Life history reverberations: before and after law 10.216

A Reforma Psiquiátrica se opôs à crença de que o único local de tratamento da loucura seria o hospital psiquiátrico e propôs a construção de uma rede de serviços substitutivos que operassem em regime aberto, que ampliassem e respeitassem o direito daqueles considerados loucos, buscando a inclusão so...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Schieck, Cristhian Ricardo, dos Santos, Jussara Carvalho, Telles, Nathalia Nakano, Cardoso, Marília Mastrocolla de Almeida, Barros, Sonia, de Oliveira, Márcia Aparecida Ferreira
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Recursos:Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz)
Repositorio:Revista Veras
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/51638
Acesso em linha:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/51638
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:saúde mental
desinstitucionalização
reabilitação psicossocial
reforma psiquiátrica
serviços comunitários de saúde mental
inclusão social
Descrição
Resumo:A Reforma Psiquiátrica se opôs à crença de que o único local de tratamento da loucura seria o hospital psiquiátrico e propôs a construção de uma rede de serviços substitutivos que operassem em regime aberto, que ampliassem e respeitassem o direito daqueles considerados loucos, buscando a inclusão social e familiar destes. Ao considerar as transformações realizadas ao longo desses anos, este trabalho tem a finalidade de apresentar a história de vida de um usuário de um serviço de saúde mental por meio do método de história de vida de Daniel Bertaux. Esse método consiste em utilizar o relato de uma pessoa diagnosticada com sofrimento psíquico grave, usuária de CAPS, que viveu a transição do modelo psiquiátrico tradicional (excludente) para o modelo de atenção psicossocial (includente), tendo como marco a Lei 10.216. Observou-se que há diferenças nas narrativas (em seus contextos) entre o modelo psiquiátrico tradicional e o modelo de atenção psicossocial narradas por quem vivenciou ambos e constatou que o modelo de atenção psicossocial é libertador, inclusivo e favorecedor de cidadania, enquanto o modelo psiquiátrico tradicional esteve associado a violação de direitos humanos, exclusão social e medicalização. Há a necessidade de ratificar o cuidado em rede, nos moldes da Rede de Atenção Psicossocial, centrada em serviços territoriais e de base comunitária para avançarmos mais no cuidado psicossocial da população brasileira, promovendo a inclusão social e o acesso aos direitos humanos de mais pessoas com sofrimento psíquico grave.