Relações de poder e violência na metaficção historiográfica Ualalapi, de Ungulani Ba Ka Khosa

A obra Ualalapi (2018), do autor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, mostra-se como uma incursão que converge literatura e história em um modelo de ficção desafiador: a metaficção historiográfica. Nela se encontra uma interessante exemplificação da tipologia textual pós-moderna trabalhada por Linda Hu...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Martins, Ataíde Junio Fonseca, http://lattes.cnpq.br/4881338020153211
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAM
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://tede.ufam.edu.br/handle/:tede/8976
Acceso en línea:https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8976
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Literatura africana (Português) - História e crítica
Literatura moçambicana - História e crítica
Metaficção
Violência
LINGUISTICA, LETRAS E ARTES: LETRAS: OUTRAS LITERATURAS VERNACULAS
Relação de poder
Relação de violência
Ualalapi
Metaficção historiográfica
Ironia
Descripción
Sumario:A obra Ualalapi (2018), do autor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, mostra-se como uma incursão que converge literatura e história em um modelo de ficção desafiador: a metaficção historiográfica. Nela se encontra uma interessante exemplificação da tipologia textual pós-moderna trabalhada por Linda Hutcheon. O presente estudo se propõe a analisar as relações de poder e de violência encontradas na narrativa de Khosa, tomando como fundamentação teórica a ideia do poder soberano trabalhada por Michel Foucault, em paralelo ao pensamento de Hannah Arendt, repensando as possibilidades de relações entre o poder e violência. Para o que se refere às relações de violência, optou-se por observar o que define Marilena Chaui e mesmo Foucault, quando diferenciam relações de poder das de violência. A violência como instrumento de manutenção do poder e como fenômeno independente encontra nas páginas de Ualalapi o estranhamento necessário para se entender o quanto tais relações marcam e controlam os indivíduos.