“QUEM SOUL EU”: a transitoriedade na performance de Linn da Quebrada por um viés interseccional

O objetivo desta dissertação é suscitar algumas reflexões sobre a relação entre performance artística e performatividade de gênero na produção artivista, a partir de um viés interseccional. Utilizando como recorte a transição entre os álbuns Pajubá (2017) e Trava Línguas (2021), da multiartista Linn...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Cordova, Jonara
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)
Repositorio:Repositório Institucional da UNISINOS (RBDU Repositório Digital da Biblioteca da Unisinos)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.repositorio.jesuita.org.br:UNISINOS/10899
Acceso en línea:http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/10899
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:ACCNPQ::Ciências Sociais Aplicadas::Comunicação
Performance
Performatividade de gênero
Interseccionalidade
Artivismo
Linn da Quebrada
Gender performativity
Intersectionality
Artivism
Descripción
Sumario:O objetivo desta dissertação é suscitar algumas reflexões sobre a relação entre performance artística e performatividade de gênero na produção artivista, a partir de um viés interseccional. Utilizando como recorte a transição entre os álbuns Pajubá (2017) e Trava Línguas (2021), da multiartista Linn da Quebrada, investigo quais são as principais temáticas acionadas por ela nas suas performances em aparições midiáticas. Também questiono de que forma essas temáticas se relacionam com a sua vivência como travesti, negra e periférica, considerando os atravessamentos destas avenidas de opressão interseccionadas. Para realizar a investigação, utilizei como aportes metodológicos a Teoria Fundamentada e a Roleta Interseccional, articuladas, fazendo adaptações para dar conta do fenômeno estudado. A partir da codificação dos dados coletados, foi possível identificar as quatro categorias que compõem o processo de transição entre os dois discos: Autoinvestigação, Morte, Invenção e Renascimento. O cruzamento entre as categorias forma a categoria central Encruzilhada, na qual Linn da Quebrada se encontra no centro. Os resultados culminaram em reflexões a respeito da constante transitoriedade e da construção de outros imaginários para corpos abjetos, a partir de ações táticas de resistência performadas na música e na arte como um todo.