Impacto clínico do polimorfismo CCR5Δ32 em pacientes com hepatite C do Sul do Brasil

A hepatite C (HCV) é uma preocupação global, contribuindo substancialmente para o ônus das doenças hepáticas, como a cirrose e o carcinoma hepatocelular. Apesar dos avanços nas terapias antivirais, que aumentaram as taxas de cura, a progressão clínica da doença e as respostas imunológicas subjacente...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Guerreiro, Gabriel Tayguara Silveira
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/282813
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/282813
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Hepatite C
Fibrose hepática
Polimorfismo genético
Receptores CCR5
Rio Grande (RS)
Hepatitis C
CCR5Δ32
Liver cirrhosis
Liver fibrosis
Descripción
Sumario:A hepatite C (HCV) é uma preocupação global, contribuindo substancialmente para o ônus das doenças hepáticas, como a cirrose e o carcinoma hepatocelular. Apesar dos avanços nas terapias antivirais, que aumentaram as taxas de cura, a progressão clínica da doença e as respostas imunológicas subjacentes continuam sendo áreas importantes de pesquisa. O gene CCR5, conhecido principalmente por sua função na resistência ao HIV, tem recebido atenção como um possível modulador da resposta imunológica na infecção pelo HCV. Este estudo investigou a relação entre o polimorfismo CCR5Δ32 e a hepatite C em pacientes do sul do Brasil. Um total de 134 pacientes diagnosticados com hepatite C foram incluídos. A genotipagem de CCR5 foi realizada por PCR em amostras de sangue dos participantes. A maioria dos pacientes (84,3%) era homozigota para o alelo wild type, 14,9% eram heterozigotos e 0,7% eram homozigotos para o polimorfismo CCR5Δ32. Os dados demográficos e clínicos foram descritos. Os testes de qui-quadrado e regressão logística multinomial não mostraram impacto significativo do polimorfismo CCR5Δ32 na progressão da fibrose hepática entre os pacientes (p > 0,05). Embora o polimorfismo CCR5Δ32 não tenha sido um fator de risco para a progressão da fibrose em doentes com HCV, foi observada esteatose hepática em 20,1% dos doentes, com a maioria dos casos a ocorrer naqueles com o genótipo heterozigótico (75% versus 20,4% no tipo wild type).