Abordagem inovadora de método não invasivo para avaliação de fibrose hepática na hepatite C crônica usando biomarcadores sanguíneos.

O vírus da hepatite C (VHC) é responsável por causar hepatite C nas formas aguda ou crônica, sendo a fibrose hepática uma possível consequência da evolução da lesão. Na avaliação da fibrose o método considerado padrão ouro é a biópsia hepática. Com a necessidade de se desenvolver metodologias altern...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Lima, Rodrigo Santos [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/181788
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/181788
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Hepatite C
Biópsia hepática
Biomarcadores
Fibrose hepática
Hepatitis C
Liver biopsy
Biomarkers
Liver fibrosis
Descripción
Sumario:O vírus da hepatite C (VHC) é responsável por causar hepatite C nas formas aguda ou crônica, sendo a fibrose hepática uma possível consequência da evolução da lesão. Na avaliação da fibrose o método considerado padrão ouro é a biópsia hepática. Com a necessidade de se desenvolver metodologias alternativas à biópsia hepática, escores utilizando biomarcadores séricos têm sido validados, de modo que possam servir para o acompanhamento de indivíduos infectados pelo vírus da hepatite C. Realizou-se estudo retrospectivo, incluindo 94 pacientes portadores crônicos do VHC, genótipo 1, pré-tratamento (naive) ou retratados. Os pacientes foram separados em grupos conforme os resultados da classificação METAVIR dos graus de fibrose (F0 à F4), seja por biópsia hepática ou por elastografia hepática por quantificação de ponto. Além disso, os pacientes foram classificados em grupos de fibrose leve G1 (F1-F2) e fibrose avançada G2 (F3-F4). Metodologias não-invasivas como FIB-4 e APRI foram comparadas ao método denominado FibMaster desenvolvido neste estudo através de análises multivariadas e aprendizado de máquina para elaborar um modelo preditivo de fibrose hepática baseado em variáveis sanguíneas possivelmente associadas ao dano hepático. Os parâmetros estatisticamente mais significantes foram alfa-fetoproteína (AFP), apresentando AUROC de 0.890 para a classificação de fibrose F3-F4 e 0.772 para classificação dos grupos G1-G2, ureia com AUROC de 0.723 para fibrose F2-F3, FIB-4 (AUROC de 0.836 para fibrose F3-F4 e 0.757 para os grupos G1-G2 , e por último o APRI com AUROC de 0.909 para fibrose F3-F4 e 0.648 para os grupos G1-G2. O número absoluto de linfócitos T-CD8+ elevou significativamente a performance do FIB-4, apresentando uma AUROC de 0.921 para fibrose F3-F4, e para o APRI com linfócitos T-CD8+ uma AUROC de 0.913 para a mesma classificação. Este estudo proporcionou uma nova abordagem para a avaliação de fibrose hepática baseada em metodologias não invasivas compostas por biomarcadores sanguíneos. Demonstrou-se que a combinação de escores prévios com novos biomarcadores pode ser uma estratégia relevante para o desenvolvimento de novas metodologias não invasivas.