Entre a moeda e o milagre: uma leitura semiótica do conto “Entre santos” de Machado de Assis.

Machado de Assis dedicou muito de sua produção ao gênero conto. Ainda que essa sua escrita já venha sendo analisada, alguns textos ainda carecem de maior atenção por parte da crítica especializada. Isso porque se trata de textos polissêmicos à moda irônica do escritor carioca. Um desses ca...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Antonio, Luciano
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Estudos Semióticos
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/69534
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/esse/article/view/69534
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Machado de Assis
short story
semiotics
avarice
conto
semiótica
avareza
Descripción
Sumario:Machado de Assis dedicou muito de sua produção ao gênero conto. Ainda que essa sua escrita já venha sendo analisada, alguns textos ainda carecem de maior atenção por parte da crítica especializada. Isso porque se trata de textos polissêmicos à moda irônica do escritor carioca. Um desses casos é o conto “Entre Santos” (2007), que narra, em tom de conto fantástico, a observação que um homem faz de um diálogo entre alguns Santos no altar da igreja. Nessa narrativa encaixada, temos a figura de São Francisco de Sales contando como fora o contato com um fiel que veio lhe pedir a restituição da saúde da esposa em troca de algum esforço não pecuniário. Assim, ao propor a troca, o homem se vê entre os sentimentos de amor à esposa de um lado e de outro demonstra claramente a sua avareza. A exposição desses diferentes estados d’alma é o fio condutor dessa narrativa machadiana. Como se pode observar pelo breve resumo do enredo, além do elemento insólito dessa narrativa, o texto segue aberto a outras análises. Nesse sentido, embora figure entre os Melhores Contos machadianos, acreditamos ainda insuficientes os estudos críticos até agora empreendidos. Sendo assim, escolhemos aqui expor outro viés, mais ligado à leitura semiótica da avareza contida na história narrada pelo Santo.