| Sumario: | Este artigo aborda o conceito de composicionalidade semântica aplicado a palavras complexas (especialmente derivadas) e sugere indicativos linguísticos para classificar estruturas morfológicas quanto à composicionalidade. Ao fazê-lo, discute a relação entre composicionalidade semântica, transparência morfológica (formal), significado especial e lexicalização. Embora a composicionalidade semântica seja um conceito cada vez mais evocado na análise morfológica baseada na sintaxe, não há uma proposta ordenada de indicativos dessa propriedade para expressões linguísticas. Com base em dados do português brasileiro, e a fim de orientar a classificação de dados empíricos de palavras morfologicamente complexas, são elencados e discutidos possíveis indicativos obtidos através de testes linguísticos (i.e., transparência formal, formação de paráfrases e usos de sinônimos para raízes e afixos, modificação adverbial ou nominal, manutenção e perda de propriedades (morfo)fonológicas) e eventos psicolinguísticos (i.e., associação de palavras, decisão lexical, lapsos de fala e criações jocosas).
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