O silenciamento de uma rainha: uma leitura feminista da Cléopatra Shakespeariana em Antônio e Cleópatra

A presente dissertação aborda questões de gênero discutidas em um estudo da peça Antônio e Cleópatra, produzida por William Shakespeare (1606), com a tradução da estudiosa e crítica de teatro Barbara Heliodora (2001). Esta pesquisa teve como foco central analisar a composição da personagem feminina...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ferreira, Regiane Maria
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.uepg.br:prefix/2696
Acceso en línea:http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/2696
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
gênero
Cleópatra
silenciamento
personagem feminina
Shakespeare
gender
Cleopatra
silenced
female character
Descripción
Sumario:A presente dissertação aborda questões de gênero discutidas em um estudo da peça Antônio e Cleópatra, produzida por William Shakespeare (1606), com a tradução da estudiosa e crítica de teatro Barbara Heliodora (2001). Esta pesquisa teve como foco central analisar a composição da personagem feminina em Shakespeare: Cleópatra, que se apresentou ora silenciada, ora extremamente sexualizada. Pretendeu-se destacar este silenciamento vivenciado pela rainha, pois se acredita que silenciar não é o mesmo que deixar de falar (Kuhner, 1998), com isso buscou-se compreender qual o espaço destinado a rainha na peça. A escolha deste tema justifica-se por meio de reflexões em que na literatura a personagem feminina foi por muito tempo retratada por autores homens e em uma sociedade patriarcal, o que colaborava para que diversas vezes as personagens femininas fossem subjugadas e colocadas de lado em relação à figura masculina. Para tanto, observa-se que apesar de a maioria das Cenas ocorrerem no Egito, Cleópatra foi apresentada como uma co-protagonista (HELIODORA, 2001) em seu próprio território. Com foco nos estudos voltados para a crítica feminista embasada principalmente na leitura da teoria feminista, buscou-se compreender a Cleópatra shakespeariana, sexualizada e silenciada, refletindo acerca do papel da mulher no Antigo Egito e no Renascimento, como suporte teórico fez-se uso de Heliodora (2001), Branco e Brandão (1989), Culler (1997), Scott (1999), Butler (2016), Bloom (1998), Bradley (2009), entre outros autores.