Interações político-religiosas no Egito em época de transição: o caso do Patriarcado Copta de Alexandria do papado de Benjamin ao de Simão (622-701), seus antecedentes e imediatos desdobramentos

O presente trabalho objetiva discutir as interações político-religiosas estabelecidas pelo Patriarcado Copta de Alexandria no período dos governos patriarcais de Benjamin a Simão (622-701), assim como alguns de seus antecedentes e imediatos desdobramentos. Pretende-se desta forma abordar as questões...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Cruz, Alfredo Bronzato da Costa
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/18182
Acesso em linha:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/18182
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Historia del cristianismo en África y oriente medio
Controversia cristológica
Interacciones cristiano-musulmanas
Iglesia ortodoxa copta
Patriarcado copta de Alejandría
Egipto bizantino
Egipto islámico
History of Christianity in Africa and middle east
Christological controversy
Christian-muslim interactions
Coptic Orthodox church
Coptic patriarchate of Alexandria
Byzantine Egypt
Islamic Egypt
História do cristianismo na África e no oriente médio
Controvérsia cristológica
Interações cristão-muçulmanas
Igreja ortodoxa copta
Patriarcado copta de Alexandria
Egito bizantino
Egito islâmico
Dhimmitude
CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA ANTIGA E MEDIEVAL
Descrição
Resumo:O presente trabalho objetiva discutir as interações político-religiosas estabelecidas pelo Patriarcado Copta de Alexandria no período dos governos patriarcais de Benjamin a Simão (622-701), assim como alguns de seus antecedentes e imediatos desdobramentos. Pretende-se desta forma abordar as questões da atuação política e da formação da identidade copta sob o duplo impacto da continuidade da polêmica teológico-eclesiástica estruturada na sua recusa da ortodoxia imperial bizantina fundada no Concílio de Calcedônia (451) e da conquista árabo-muçulmana do Egito (639-641). A argumentação se estrutura em três etapas sucessivas e complementares. Por primeiro, um dimensionamento do papel do Egito no interior do ecúmeno romano, desde sua anexação pelo Império até os desdobramentos do Concílio de Calcedônia. Em seguida, uma reconstituição da conjuntura político-religiosa e da atuação dos agentes sociais egípcios quando da conquista árabo-muçulmana, atentando para seus imediatos antecedentes e desdobramentos. Em terceiro, uma descrição analítica das interações estabelecidas pelo Patriarcado Copta de Alexandria desde a anexação do Egito pelo jovem Califado até o início do século VIII, atentando para a inserção destas no âmbito específico da dhimmitude. Procura-se, por fim, pensar o impacto de tais interações na constituição da identidade copta como uma comunidade que se descreve como firmemente ortodoxa, autóctone e permanentemente sofredora, assim como da complexa relação entre esta autoimagem e a tradição de ação direta do cristianismo egípcio. A pesquisa fundou-se na leitura da História dos Patriarcas da Igreja Copta de Alexandria, crônica oficial desta instituição, assim como, de modo secundário, de outros documentos de época informativos sobre a situação do cristianismo egípcio nos períodos considerados.