O conceito de grande Outro em Lacan: a alteridade fundamental do simbólico

A presente dissertação tem por objetivo estudar o grande Outro, conceito que perpassa o ensino lacaniano e ganha diferentes contornos conforme o psicanalista avança em sua teoria. Partimos do encontro de Lacan com a etnologia francesa na década de cinquenta, que lhe forneceu as bases para se lançar...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ferreira, Ligia Julianelli
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/19268
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/19268
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Autre
Ordre symbolique
Altérité
Sujet
Inconsistance, S(Ⱥ)
Outro
Ordem simbólica
Alteridade
Sujeito
Inconsistência, S(Ⱥ)
CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Descripción
Sumario:A presente dissertação tem por objetivo estudar o grande Outro, conceito que perpassa o ensino lacaniano e ganha diferentes contornos conforme o psicanalista avança em sua teoria. Partimos do encontro de Lacan com a etnologia francesa na década de cinquenta, que lhe forneceu as bases para se lançar no estudo do simbólico e efetuar um remanejamento de sua teoria do imaginário, à qual vinha se dedicando até então. Essa virada teórica culminou em um desdobramento da noção de alteridade, que passou a se dividir em pequeno outro – o outro especular pertencente ao registro imaginário – e grande Outro – a alteridade do campo do simbólico, da qual o sujeito depende para se constituir. Se, de início, o Outro foi apresentado como uma instância total, que responderia pelo sujeito e lhe ofereceria garantias, logo passou a ser apresentado como uma estrutura marcada por uma falta fundamental no nível do significante, acionada a cada vez que o sujeito busca respostas sobre aquilo que ele é e quer. Vimos que, conforme Lacan avança em direção à conceituação do real, o campo do Outro se afasta cada vez mais de qualquer possibilidade de autenticar o discurso que nele se articula e oferecer garantias ao sujeito, até que, já no final da década de sessenta, valendo-se da lógica matemática, o psicanalista vai demonstrar que o Outro, conjunto dos significantes, é radicalmente inconsistente.