Alteridade do não-idêntico: um diálogo entre Adorno e Levinas para uma crítica da violência

Propõe-se a investigação filosófica sobre a possibilidade de um encontro entre o não-idêntico em Adorno e alteridade em Levinas. Para tal, aqui traçaremos primeiro o itinerário de Autrement qu’être no que concerne aos conceitos centrais para a compreensão da Alteridade e do Outro em Levinas. Depois...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Guadagnin, Renata
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/9273
Acceso en línea:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9273
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Alteridade
Outro
Não-idêntico
Ética
Negatividade
Altérité
Négativité
Autre
Non-identique
Éthique
CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Descripción
Sumario:Propõe-se a investigação filosófica sobre a possibilidade de um encontro entre o não-idêntico em Adorno e alteridade em Levinas. Para tal, aqui traçaremos primeiro o itinerário de Autrement qu’être no que concerne aos conceitos centrais para a compreensão da Alteridade e do Outro em Levinas. Depois perpassamos alguns aspectos da filosofia de Adorno, sobre a possibilidade da filosofia manter-se viva, até chegar em Dialética Negativa, procurando pensar sobre o conceito de Idêntico e Não-idêntico, passando pela identidade e pela crítica do conceito. Expomos uma possível direção. A atualidade do núcleo ético da filosofia desses autores nos auxilia a pensar a urgência em nossos tempos de uma crítica da violência por via de uma Alteridade do Não-idêntico. Apesar de suas matrizes filosóficas aparentemente distintas, Levinas e Adorno nos levam à uma mesma direção: a Ética como filosofia primeira para pensar a condição humana, que é, por sua vez, sua ética. Assim, por meio do pensamento que esbarra e reconhece seus próprios limites, viabiliza-se o pensamento crítico; este que é a condição de toda filosofia, sua possibilidade de sobrevivência para escapar e insurgir-se contra a totalidade e a hegemonia do estabelecido, cujo objetivo é aniquilar a diferença pela redução do Outro ao mesmo. Através da temporalidade, é preciso questionar todo o sofrimento imposto, onde a negatividade e a alteridade encontram-se, irrompendo o não-idêntico, possibilidade verdadeira do encontro desde sua condição vital, a ética: substância humana da própria humanidade. Tratase, portanto, da intuição de que, de algum modo, o que anima o peso da filosofia destes grandes filósofos é a experiência do encontro com o diferente; encontro que mantém vivo o instante de realização de toda a abertura de sentidos para um mundo mais justo. Assim, nosso último movimento nestas margens procura demonstrar que a experiência estética, com toda a força que a arte verdadeira tem de ainda sempre resistir, é um momento de encontro com o Outro, onde está presente uma resistência à violência do sofrimento administrado. A experiência estética é uma via por onde a alteridade do não-idêntico pulsa no encontro ético com o real.