Caracterização anatomopatológica de neoplasmas esplênicos em cães

O baço é o maior órgão hematopoiético e diversas neoplasias podem se desenvolver a partir dos seus componentes teciduais, sobretudo em cães. Identificar padrões macroscópicos específicos para cada neoplasia pode ser crucial para o diagnóstico precoce e para a escolha do tratamento adequado. Ademais,...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Pereira, Vanessa de Campos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/293151
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/293151
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Neoplasias esplênicas
Sarcoma
Baço
Cães
Histopatologia
Imunohistoquímica
Spleen
Splenomegaly
Nodular
Hemangiosarcoma
Lymphoma
Stromal sarcoma
Descripción
Sumario:O baço é o maior órgão hematopoiético e diversas neoplasias podem se desenvolver a partir dos seus componentes teciduais, sobretudo em cães. Identificar padrões macroscópicos específicos para cada neoplasia pode ser crucial para o diagnóstico precoce e para a escolha do tratamento adequado. Ademais, os sarcomas estromais esplênicos ainda representam um desafio diagnóstico, pois suas características morfológicas podem se sobrepor entre si e entre entidades benignas. Neste trabalho buscou-se caracterizar a apresentação macroscópica dos neoplasmas esplênicos em cães, bem como caracterizar os aspectos patológicos dos sarcomas estromais esplênicos. A dissertação é dividida em dois manuscritos. O primeiro manuscrito descreve os achados macroscópicos dos neoplasmas esplênicos encontrados em cães submetidos a exame de necropsia. Os principais diagnósticos foram linfoma, hemangiossarcoma, mastocitoma metastático, adenocarcinoma mamário metastático e sarcoma estromal. Houve diferença estatística significativa para distribuição, tamanho dos nódulos e número de órgãos envolvidos. Distribuição multifocal e focal foram mais observadas em tumores angiogênicos e não-angiogênicos de origem mesenquimal, respectivamente. Neoplasmas primários apresentaram tamanho maior em relação às multicêntricas e metastáticas. Tumores não-angiogênicos tiveram maior número de órgãos envolvidos comparados aos angiogênicos. Esses achados são relevantes para o diagnóstico diferencial de cães com lesões esplênicas e, consequentemente, para a conduta terapêutica. O segundo manuscrito descreve os achados macro, microscópicos e imuno-histoquímicos de sarcomas estromais esplênicos em cães submetidos a exame de necropsia. Foram observados nódulos focais brancacentos com centros necróticos, com metástases frequentes no fígado, cavidade abdominal, em menos comumente em linfonodos abdominais e pulmões. O sarcoma indiferenciado foi o tipo mais comum encontrado, com imunomarcação positiva para vimentina, actina de músculo liso e Iba-1. Os dados descritos contribuem para melhor compreensão do comportamento biológico dos sarcomas estromais, e no auxílio da distinção dos histotipos envolvidos.