Hiperinsulinismo congênito em crianças brasileiras: histopatologia, proliferação das células do pâncreas e genética dos canais K+ / ATP

O hiperinsulinismo congênito (CHI) é um distúrbio do pâncreas endócrino, mais freqüentemente causado por alterações dos canais de membrana KATP das células , resultando em secreção inapropriada de insulina e hipoglicemia severa e persistente nos recém-nascidos, que leva ao óbito ou a seqüelas neurol...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Lovisolo, Silvana Maria
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-03062009-095653
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5144/tde-03062009-095653/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Canais de potássio
Cell proliferation
Hiperinsulinismo/congênito
Hyperinsulinism/congenital
Immunohistochemistry/methods
Imunoistoquímica/métodos
Insulin/secretion
Insulina/secreção
Potassium channels
Proliferação de células
Descripción
Sumario:O hiperinsulinismo congênito (CHI) é um distúrbio do pâncreas endócrino, mais freqüentemente causado por alterações dos canais de membrana KATP das células , resultando em secreção inapropriada de insulina e hipoglicemia severa e persistente nos recém-nascidos, que leva ao óbito ou a seqüelas neurológicas graves, se não diagnosticado a tempo. O diagnóstico depende da análise dos dados clínicos, laboratoriais, morfológicos e genético-moleculares (50% apresentam mutações dos canais KATP). As duas formas histopatológicas descritas requerem cirurgias radicalmente opostas: pancreatectomia quase-total (95-98%) na forma difusa que acomete todo o pâncreas, ou apenas exerese do foco adenomatoso de células , medindo em média 4,5 mm, na forma focal, e portanto a sua distinção é essencial durante o exame intra-operatório de congelação ou através de [18F]-L-Dopa PET-CT. Dez pacientes com CHI difuso e um com CHI focal, submetidos a pancreatectomia, foram analisados em relação a parâmetros clínicos, histopatológicos, de proliferação das células (IHQ de dupla marcação Ki-67 / insulina) e quanto à presença de mutações nos genes das únicas duas proteínas (SUR 1 e Kir 6.2) que formam os canais KATP, e comparados a 19 pâncreas controles normais da mesma faixa etária. Pacientes e controles foram estratificados em 3 meses e > 3 meses de idade. Nucleomegalia, ausente nos controles, foi observada apenas na forma difusa. Os critérios histológicos de maturação normalmente mais freqüentes nos controles 3 meses, foram freqüentemente observados nos recém-nascidos com CHI difuso > 3 meses, sugerindo um retardo na maturação do pâncreas endócrino destes pacientes. O índice de proliferação das células (Ki-67- LI), muito elevado nos focos adenomatosos da forma focal, foi útil na distinção destes focos dos agregados frouxos de ilhotas, histologicamente muito semelhantes, observados em dois casos difusos e um controle, que apresentam níveis de Ki-67-LI cerca de 10 vezes menor. Na forma difusa o Ki-67-LI também foi estatisticamente mais alto do que nos controles. Este é o primeiro estudo de pacientes com CHI no Brasil, e embora existam diferenças epidemiológicas entre os países relacionadas à determinação genética do CHI, não foram constatadas mutações ou novos polimorfismos nos exons 33-37 do gene ABCC8 (SUR 1) de 10/10 pacientes ou no único exon do gene KCNJ11 (Kir 6.2) de 4/10 pacientes