POR UMA ANÁLISE RÍTMICA

Este artigo busca elaborar um conceito semiótico operacional de ritmo com base em três paradigmas teóricos: a psicanálise de Jacques Lacan, as práticas de significação de Julia Kristeva e elementos da práxis desco...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Skare, Nils Goran
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2010
País:Brasil
Recursos:Universidade Regional de Blumenau (FURB)
Repositório:Linguagens
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs.bu.furb.br:article/1771
Acesso em linha:https://ojsrevista.furb.br/ojs/index.php/linguagens/article/view/1771
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Lacan. Kristeva. Derrida. Ritmo. Différance.
Descrição
Resumo:Este artigo busca elaborar um conceito semiótico operacional de ritmo com base em três paradigmas teóricos: a psicanálise de Jacques Lacan, as práticas de significação de Julia Kristeva e elementos da práxis desconstrucionista de Jacques Derrida. Elaboramos do primeiro autor o conceito de nó borromeano (imaginário, simbólico e real) e, de sua semiótica, o significante-fálico e o mestre; da segunda autora, a análise das práticas de significação divididas em: narrativa, metalinguagem, teoria e texto; do terceiro os elementos de suplemento e clausura. Abordando o ritmo, ligamos a repetição ao significante-fálico e a diferença ao significante-mestre. Com base nisso, analisamos as quatro práticas kristevanianas. Definimos então operacionalmente o ritmo como uma sucessão de diferentes significantes-mestres e significantes-fálicos que se alternam numa clausura. Em nossa discussão exploramos o conceito em três exemplos ortogonais: o conto Berenice de Edgar A. Poe, a canção Blowin’ in the Wind de Bob Dylan e o comercial de televisão Ford Fusion Daqui a 5 anos. No primeiro distinguimos o ritmo poético de um trecho em prosa; no segundo encontramos um ritmo que pede pela emergência do Real; e no terceiro encontramos uma clausura ideológica. Além dos exemplos discutimos a noção de différance no pensamento de Derrida, que caracterizamos como deferindo sentido ao significado e diferindo os significantes entre si. Propomos, para reflexões futuras, que o ritmo se encontra entre o pensamento e a linguagem, e defendemos nossa definição como uma delimitação útil à criação, tradução e/ou crítica por envolver operações simples e recursivas.