Aspectos de matrilateralidade em um sistema de nominação patrilinear: explorando formulações de gênero e pessoa entre os Tukano

O artigo aborda a nominação das crianças filhas de pai não indígena (pehkasã, nome pelo qual os não indígenas são chamados em Tukano) e mãe Tukano. Chamadas de moregi (misturadas), estas crianças, pelos princípios de nominação, não teriam direito a um dos nomes do estoque masculino (bahseke wame), u...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Fabiane Vinente dos
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/44666
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/44666
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Tukano
Noroeste amazônico
Onomástica
Amazonia Noroccidental;
Descripción
Sumario:O artigo aborda a nominação das crianças filhas de pai não indígena (pehkasã, nome pelo qual os não indígenas são chamados em Tukano) e mãe Tukano. Chamadas de moregi (misturadas), estas crianças, pelos princípios de nominação, não teriam direito a um dos nomes do estoque masculino (bahseke wame), uma vez que seus pais são pehkasã e não possuem vinculação clânica nem nome para lhes legar. Contudo, a nominação destas crianças é possibilitada por um arranjo familiar – o pai da mãe (FM) atua como nominador matrilateral. Meu objetivo é explorar as consequências deste arranjo matrilateral, imprevisto no parentesco Tukano, e utilizar tal "inovação" para discutir alguns pontos sobre as transformações na questão de gênero no noroeste amazônico. Somente tomando a sério as diferenças de enfoque nas perspectivas masculinas e femininas, seria possível explicar o arranjo.