Avaliação da composição corporal de idosos: densitometria e impedância bioelétrica

OBJETIVO: Avaliar a concordância da impedância bioelétrica em idosos, comparando com a densitometria. MÉTODOS: A amostra foi constituída por 40 indivíduos idosos ( ≥ 60 anos),de ambos os sexos, atendidos em ambulatório de geriatria. Os indivíduos foram submetidos ao exame de impedância bioelé...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Nascimento, Maria de Lourdes do
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2005
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-04052021-095729
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6133/tde-04052021-095729/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bioeletrical Impedance
Body Composition
Composição Corporal
Densitometria
Dual Energy X-ray Absorptiometry
Elderly
Idosos
Impedância Bioelétrica
Descripción
Sumario:OBJETIVO: Avaliar a concordância da impedância bioelétrica em idosos, comparando com a densitometria. MÉTODOS: A amostra foi constituída por 40 indivíduos idosos ( ≥ 60 anos),de ambos os sexos, atendidos em ambulatório de geriatria. Os indivíduos foram submetidos ao exame de impedância bioelétrica (BIA) e de densitometria (DEXA), para a estimativa da quantidade de massa magra (MM-kg) e de gordura (GO- kg). A caracterização da amostra foi analisada de forma descritiva. As variáveis, BIA e DEXA, foram analisadas em relação às medidas de tendência central e dispersão. A correlação foi verificada pelo coeficiente de Pearson e pelo gráfico de dispersão. A concordância foi analisada pelo coeficiente de concordância/correlação de Lin - CCC e pelo procedimento de Bland-Altman. Com base nesses resultados desenvolveu-se também um modelo de regressão linear. RESULTADOS: As médias de MM (kg) estimadas pela BIA (m= 47,57 ± 8,11) foram maiores do que pela DEXA (m= 43,94 ± 8,53). As médias de GO (kg) estimadas pela DEXA (m= 22,95 ± 8,70) foram maiores do que pela BIA (m= 20,10 ± 8,53). Em relação ao sexo, as médias de MM estimadas pela BIA (m= 55,47 ± 6,85) e pela DEXA (m= 52,62 ± 5,94) foram maiores para o sexo masculino do que para o feminino [BIA (m= 43,32 ± 4,95) e DEXA (m= 39,27± 5,51)]. Ao contrário, as médias de GO no sexo feminino, estimadas pela BIA (m= 21,31 ± 8,75) e pela 7 DEXA (m= 24,48 ± 8,57) foram maiores do que para o sexo masculino [BIA (m= 17,86 ± 8,00) e DEXA (m= 20,12 ± 8,52)]. Estas diferenças foram estatisticamente significativas. A análise das variáveis em relação à idade, não foi estatisticamente significativa. Observou-se alta correlação entre os valores de MM mensurados pela DIA e DEXA (r= 0,91 p= 0,001) e entre os valores de GO mensurados pela BIA e DEXA (r= 0,92; p= 0,001). Em relação à MM, observou-se concordância entre BIA e DEXA (CCC= 0,83; p= 0,001) e em relação à GO (CCC= 0,88; p= 0,001) entre as duas medidas analisadas. A demonstração gráfica da análise de concordância mostrou que a DIA superestima os valores de MM em relação à DEXA (m= 3,63; L.C.= - 3,30; 10,56) e subestima os valores de GO em relação à DEXA (m= - 2,85; L.C.= - 9,46; 3,76). CONCLUSÃO: O presente estudo permitiu verificar que há concordância entre as estimativas de MM e de GO pela BIA em relação à DEXA.