Lévinas: do sujeito ético ao sujeito político
Este trabalho tem como objetivo elucidar um modo de pensar a política outramente a partir da filosofia da alteridade de Emmanuel Levinas. O caminho tomado percorre a trajetória de seu projeto filosófico a partir da questão da socialidade. Mostra-se assim, num primeiro momento, como a subjetividade é...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2008 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.bdtd.uerj.br:1/12195 |
| Acceso en línea: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/12195 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Éthique Politique Lévinas Ética Política Lévinas, Emmanuel, 1905-1995. Subjetividade Ontologia CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA |
| Sumario: | Este trabalho tem como objetivo elucidar um modo de pensar a política outramente a partir da filosofia da alteridade de Emmanuel Levinas. O caminho tomado percorre a trajetória de seu projeto filosófico a partir da questão da socialidade. Mostra-se assim, num primeiro momento, como a subjetividade ética, fugindo ao solipsismo da filosofia clássica do sujeito, compreende o sujeito a partir da socialidade instalada em sua própria intimidade, sendo o Outro um sentimento que o inquieta e o impede de se perceber como mônada indiferente aos outros. Procura-se por esta via superar o totalitarismo ontológico! Num segundo momento, aborda-se a socialidade que a ontologia deixa transparecer com o fim de descobrir que ela não é uma filosofia social respeitadora de outrem. Passa-se então à ética que se presta melhor a essa tarefa. A linguagem ética deve então substituir a linguagem ontológica da totalidade para que as diferenças possam ser respeitadas e preservadas. Mostra ainda como o sujeito se transcende eticamente pela fecundidade e pela filialidade, deixando a existência ser descoberta como plural, numa tensão com o modelo de transcendência proposto tanto pelo idealismo como pelo liberalismo, ambos modelos de tendência totalizadora. Tudo isso nos leva à concepção de uma política que, para ser pensada outramente, também deve ser impedida de se autonomizar e assim se fechar na totalidade da guerra, deixando-se interromper pelas exigências éticas dos inúmeros outros cujas alteridades são apagadas pela universalização das políticas sobretudo kantiana e hegeliana. Uma política pensada outramente se conserva aberta ao julgamento do Rosto - total exterioridade - que lhe permite descobrir-se como incapaz de reproduzir a justiça do face-a-face ético, no nível social, e, por isso, será sempre interrompida por ela quando a política tender a esquecer a alteridade dos outros, caindo no anonimato e na impessoalidade da ontologia. |
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