Cátia de França: chuva feminina no sertão
Esta pesquisa propõe apresentar o início da trajetória da multiartista paraibana, Cátia de França, na década de 1960 até o lançamento do seu primeiro disco, Vinte Palavras Ao Redor Do Sol, lançado em 1979, apontando para a sua produção como multiartista, atuando como cantora, compositora, multi-inst...
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2024 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-22012025-122904 |
| Online Access: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27157/tde-22012025-122904/ |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Brazilian Northeast Cátia de França Literatura Literature Musicologia Musicology Nordeste Brasileiro Vinte Palavras Ao Redor Do Sol |
| Summary: | Esta pesquisa propõe apresentar o início da trajetória da multiartista paraibana, Cátia de França, na década de 1960 até o lançamento do seu primeiro disco, Vinte Palavras Ao Redor Do Sol, lançado em 1979, apontando para a sua produção como multiartista, atuando como cantora, compositora, multi-instrumentista, arranjadora musical, diretora musical e escritora e como a artista se impôs num mercado fonográfico estruturado a partir de uma lógica patriarcal. Serão analisadas algumas canções do disco no qual a artista assina todas as composições com letras inspiradas nos escritores do movimento modernista, José Lins do Rego, João Cabral de Melo Neto, Graciliano Ramos e Guimarães Rosa, autores que apontam para o \"panorama do atraso e subdesenvolvimento\" (CANDIDO, 2011) ao tratarem em suas obras de temas como a seca, a fome, o trabalho semiescravo e exploratório, o cangaço, os trabalhadores dos engenhos de cana de açúcar, entre outras problemáticas sociais vividas pelos sertanejos e pelos trabalhadores da bagaceira. As músicas são arranjadas a partir de ritmos e gêneros musicais variados como a capoeira, o coco de embolada, o baião, o rock, a salsa, o aboio de vaqueiros, além de elementos como o scat singing e sintetizadores. Busca-se verificar como a soma das referências literárias, das letras, dos ritmos e gêneros musicais e do hibridismo entre eles, das escolhas de arranjos e da performance escrevivente (EVARISTO, 1995) capturada no canto de Cátia, são convertidas em canções que potencializam a mensagem de valentia e resistência que a artista, através desse álbum tão singular, relançado em 2019, deseja comunicar. |
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