As normalistas nas duas primeiras décadas do século XX em São Luís do Maranhão: entre o discurso da ordem e a subversão nas práticas
O presente trabalho inscreve-se na temática que se movimenta entre a história da educação e as relações de gênero; procura acompanhar atuações de alunas e egressas da Escola Normal do Maranhão, na transição do século XIX para o XX, tomando como ponto de partida as ideias, principalmente referente às...
| Author: | |
|---|---|
| Format: | article |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2015 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal do Maranhão (UFMA) |
| Repository: | Revista Educação e Emancipação |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:ojs2.periodicoseletronicos.ufma.br:article/3314 |
| Online Access: | https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/3314 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | História da Educação Normalista Maranhão Subversão Cotidiano. |
| Summary: | O presente trabalho inscreve-se na temática que se movimenta entre a história da educação e as relações de gênero; procura acompanhar atuações de alunas e egressas da Escola Normal do Maranhão, na transição do século XIX para o XX, tomando como ponto de partida as ideias, principalmente referente às mulheres, que compõem o ideário nacional do período. Estes referenciais identifi cam-se com a república e transformações sócioculturais e vão sendo disseminadas em todo território nacional; através de intelectuais -, como Teixeira Mendes,Coelho Neto, Barbosa de Godóis, Silvio Romero, Artur Azevedo – que produziram e reinterpretaram obras e correntes teóricas que integravam o contexto material e relacional desse período. Parte-se do pressuposto de que a Escola Normal, através da ação cotidiana de suas alunas e egressas, tornou-se um importante veículo de reinterpretação das ideias do novo na construção de uma sociedade modelar, em que o sexo feminino aparecia como sustentáculo fundamental na afi rmação de referenciais sociais considerados adequados para o período. Portanto, o trabalho sustenta-se no método de análise do discurso, que procura apontar a diferença entre o dito no discurso, e o lido pelas mulheres, nesse contexto, conforme nos aponta Chartier (2001), entendendo essa leitura como particular e aliada às práticas cotidianas especifi cadas, como “subversões”, na perspectiva de Certeau (2002). Para a representação do panorama local, que serviu de campo de vivência relacional e profi ssional, também se buscou referência no que Certeau (2002) denomina de “bricolagem”, como forma de montar um crítico “mosaico”, através do qual conseguimos vislumbrar a dinamicidade e multiplicidade comportamental, sociocultural, de mulheres normalistas no Maranhão daquele período. Palavras-chave: História da Educação. Normalista. Maranhão. Subversão. Cotidiano. |
|---|