Longevidade e qualidade pós-colheita de alstroeméria

A alstroeméria é a segunda flor de corte mais comercializada no Brasil. Após o corte, os processos fisiológicos e metabólicos das hastes são afetados, acelerando a senescência das hastes. O uso de soluções conservantes tem como objetivo aumentar a longevidade e manter a qualidade das hastes florais....

Full description

Bibliographic Details
Author: Paixão, Clery de Oliveira
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2023
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repository:Repositório Institucional da UFLA
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/57034
Online Access:https://repositorio.ufla.br/handle/1/57034
Access Level:Open access
Keyword:Floricultura
Longevidade
Flor de corte
Conservante floral
Floriculture
Longevity
Cut flower
Floral preservative
Description
Summary:A alstroeméria é a segunda flor de corte mais comercializada no Brasil. Após o corte, os processos fisiológicos e metabólicos das hastes são afetados, acelerando a senescência das hastes. O uso de soluções conservantes tem como objetivo aumentar a longevidade e manter a qualidade das hastes florais. Apesar de diversas pesquisas com diferentes conservantes, os produtores e consumidores ainda possuem dúvidas na definição do melhor conservante para aumentar a longevidade da alstroeméria e, sobretudo, para evitar o amarelecimento precoce das folhas. Assim, objetivou-se avaliar a longevidade e qualidade pós-colheita de hastes florais de alstroeméria cv. Akemi, mantidas em água de duas diferentes fontes: água proveniente de poço artesiano e água tratada, avaliando os conservantes florais comumente recomendados para esta espécie: Florissant com cloro, 1-metilciclopropeno, benziladenina, cicloheximida, tiossulfato de prata, ácido salicílico, espermina, nanopartícula de prata, cloreto de cálcio, giberelina, Florissant, Crystal, além de um tratamento controle (água). O efeito do cloro isoladamente também foi testado, utilizando as concentrações 0 (controle); 0,5; 1,0; 2,0; 4,0 e 8,0 mg L-¹. Visando a verificar a qualidade da solução, foram avaliados a população microbiana, o pH da solução e a qualidade visual das hastes, que foi verificada por três avaliadores utilizando uma escala de notas, além do consumo de água das hastes e do teor de clorofila. A população microbiana aumentou com o tempo após a colheita, sendo identificados os gêneros Pseudomonas spp. e Bacillus. Foi observado que a qualidade da água interferiu na longevidade das hastes florais de alstroeméria e na associação com o conservante. A solução mais adequada para conservação pós-colheita foi preparada utilizando a água de poço com tiossulfato de prata, proporcionando uma durabilidade de 24 dias, seguido do Florissant ou da giberelina, proporcionando uma durabilidade de 23 dias. Quando se utilizou água tratada, as soluções mais adequadas foram preparadas com benziladenina, giberelina, Florissant, Crystal ou Florissant com cloro. A durabilidade foi de 15 dias. Observou-se que a durabilidade pós-colheita com o uso do cloro como solução conservante na concentração de 1,0 mg L-¹ foi de 14 dias. As soluções conservantes contendo benziladenina, Florissant e giberelina foram capazes de retardar o amarelecimento das folhas de alstroeméria.