The city and narratives: speech and the right to the city in opaque spaces
A cidade fragmentada territorializa desigualdades, legitimada por um discurso hegemônico que serve a ideias e valores dominantes. De seus espaços física e socialmente fracionados escolhe aqueles que ilumina, que aparecem na imagem da cidade do espetáculo, e aqueles que lançará à sombra e invisibiliz...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Virus |
| Idioma: | portugués inglés |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/228950 |
| Acceso en línea: | https://revistas.usp.br/virus/article/view/228950 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Narrativa Espaço Luminoso Opaco Cidade Marginal Opaque spaces Narrative Marginal culture Right to the city |
| Sumario: | A cidade fragmentada territorializa desigualdades, legitimada por um discurso hegemônico que serve a ideias e valores dominantes. De seus espaços física e socialmente fracionados escolhe aqueles que ilumina, que aparecem na imagem da cidade do espetáculo, e aqueles que lançará à sombra e invisibilizará. Mitigando subjetividades e rejeitando comportamentos e discursos desviantes, constrói, molda, enquadra a cidade que deseja ser e mostrar. Nos limites onde cessa a visibilidade, a cidade está, porém, em contínua produção. A sombra que acoberta os territórios marginalizados, também os revela por escaparem suas práticas à compreensão do olhar totalizador. Por meio da cultura marginal, a periferia espalha sua sombra sobre as zonas iluminadas da cidade, pintando com sua subjetividade, dando novos sentidos, disputando seus espaços e discursos. Dos territórios periféricos emanam outras narrativas da cidade e despertam sentimentos de colaboração entre parceiros em situações e com opiniões semelhantes objetivando conquistar espaços em prol da participação cidadã. Sob aportes teóricos de Michel de Certeau e Milton Santos, principalmente, deseja-se debater a distribuição desigual do direito à fala e à visibilidade, e evidenciar as “maneiras de fazer” dos espaços opacos, que disputam a cidade e suas narrativas, permitindo que se lancem sobre ela novos olhares, que se contem outras histórias e que, assim, se expanda o direito sobre esta. Cumpre-se aqui apresentar o direito ao discurso como direito à cidade, traduzido em lutas efetivas e desconstrução de estigmas sociais. |
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