Vivências de internação de adultos em hospital geral: repensando o cuidado
Este estudo teve a intenção de compreender fenomenologicamente as vivências de internação em uma enfermaria de adultos de um hospital geral. Esta compreensão teve a finalidade de trazer elementos para uma discussão sobre o cuidado prestado a essas pessoas do ponto de vista psicológico, tanto por par...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2007 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-CAMPINAS) |
| Repositorio: | Repositório Institucional PUC-Campinas |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.sis.puc-campinas.edu.br:123456789/15824 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/15824 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | hospitalização cuidado abordagem centrada na pessoa pesquisa fenomenológica hospitalization care approach centered in the person phenomenological research |
| Sumario: | Este estudo teve a intenção de compreender fenomenologicamente as vivências de internação em uma enfermaria de adultos de um hospital geral. Esta compreensão teve a finalidade de trazer elementos para uma discussão sobre o cuidado prestado a essas pessoas do ponto de vista psicológico, tanto por parte do psicólogo como também de outros profissionais que no hospital lidem com elas. Optou-se pela utilização de uma pesquisa qualitativa do tipo fenomenológico para a compreensão das vivências de hospitalização. Foram participantes da pesquisa quatro adultos, sendo três mulheres e um homem. Eles se encontravam internados na enfermaria de um hospital do interior do Estado de São Paulo. As entrevistas foram realizadas a partir da modalidade não-diretiva ativa e redigidas sob forma de narrativa. A análise fenomenológica das narrativas se constitui dos seguintes passos: leitura de cada narrativa buscando o significado das vivências de hospitalização; construção de uma síntese da vivência da hospitalização para cada participante; elaboração de uma síntese compreensiva da vivência a partir de todas as narrativas. Concluiu-se que: 1)A hospitalização deve ser compreendida enquanto processo, pois os participantes saíram do hospital diferentes do que quando chegaram. 2)As mudanças ocorridas estavam ligadas ao estado de humor, aos sentimentos e aos relacionamentos das pessoas hospitalizadas. 3)A condição psicológica dos participantes interferiu em sua condição física e foi relevante para a qualidade da vivência de internação. 4)Os fatos objetivos, como o longo ou breve tempo de internação, não se mostraram tão importantes para a qualidade subjetiva da internação quanto o significado de sua vivência. 5)Alguns relacionamentos estabelecidos pelos participantes, durante a internação, continham reciprocidade e outros não possuíam este elemento. 6)Os cuidados relacionados a regras e rotinas hospitalares foram recebidos de maneira diferente para cada participante, ou seja, para alguns isso favoreceu o bem-estar ao longo da internação e para outros, isso não aconteceu. A partir daí, foi possível pensar em um cuidado que estivesse atento ao processo da hospitalização e à qualidade subjetiva da internação, com base nas idéias de Carl Rogers e Martin Buber, especialmente sobre as atitudes referentes a esse cuidado. |
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