Plataformização do trabalho: transformações e disputas no trabalho de entregadores no Brasil
Esta pesquisa teve como objetivo compreender quais eram as condições de trabalho e acompanhar o processo de conflitos na disputa pela regulamentação do trabalho por plataforma no Brasil, dando ênfase à situação dos entregadores por aplicativos dentro desse processo, a partir da percepção dos mesmos...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/71799 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11600/71799 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Plataformização Uberização Direitos do trabalho Precarização Entregadores |
| Sumario: | Esta pesquisa teve como objetivo compreender quais eram as condições de trabalho e acompanhar o processo de conflitos na disputa pela regulamentação do trabalho por plataforma no Brasil, dando ênfase à situação dos entregadores por aplicativos dentro desse processo, a partir da percepção dos mesmos em grupos e perfis abertos nas redes sociais digitais e dados secundários. O percurso percorrido passa, no primeiro bloco, por uma revisão acerca das transformações da sociedade salarial, sua derrocada, inclusive enquanto horizonte a ser perseguido; passamos também pela questão da reestruturação produtiva, a imposição do trabalho flexível e por demanda. No segundo capítulo, tentamos compreender conceitualmente as metamorfoses atuais no mundo do trabalho tomando como base a plataformização e a uberização do trabalho. Trabalhou-se a partir de revisão de literatura, adentrando na questão da mediação tecnológica e regulação do trabalho, da crítica à chamada “economia do compartilhamento” e também levando-se em consideração a ideologia californiana dos capitalistas “revolucionários” ou de vigilância. Na nossa terceira etapa, fizemos reflexões a partir dos discursos de três entregadores, que estão disponíveis em materiais empíricos já existentes, coletados em livro, reuniões, vídeos no Youtube; nos utilizamos de outras pesquisas para traçar um panorama das condições de trabalho, inclusive de saúde, dos entregadores, apontadas como cada vez mais degradadas e logo depois mostramos a passagem de um contrato social coletivo para os termos e condições de uso, das plataformas, nos baseando no conceito de “incontrato” de Zuboff. No quarto e último bloco, expomos um quadro de conflitos que rondam a questão da regulamentação do trabalho por plataformas no Brasil, e fizemos uma análise de conteúdo de vídeos do Youtube sobre a questão, analisando e categorizando os seus conteúdos, que em geral são contrários ao projeto de lei sobre a regulamentação enviado ao Congresso Nacional pelo atual Governo Federal. Concluímos que existe uma disputa acirrada e assimétrica acerca da proposta de regulamentação, que na sua base é também mais uma expressão do conflito capital-trabalho |
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