Símbolos e sentidos da proibição: uma análise da construção do Direito Penal Ambiental no Brasil

O presente trabalho tem por objetivo analisar, de forma crítica, a formação e conformação do Direito Penal Ambiental no Brasil, sobretudo norteado pelos símbolos e sentidos que permearam a proibição. Parte-se, para tanto, de uma investigação sobre a opção criminalizadora no enfrentamento da crise am...

Full description

Bibliographic Details
Author: Souza, Natália Galvão da Cunha Lima Freire e
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2024
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-02122024-130322
Online Access:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2136/tde-02122024-130322/
Access Level:Open access
Keyword:Crimes ambientais
Criminal selectivity
Decolonialismo
Decoloniality
Direito Penal Ambiental
Environmental crimes
Environmental Criminal Law
Seletividade penal
Description
Summary:O presente trabalho tem por objetivo analisar, de forma crítica, a formação e conformação do Direito Penal Ambiental no Brasil, sobretudo norteado pelos símbolos e sentidos que permearam a proibição. Parte-se, para tanto, de uma investigação sobre a opção criminalizadora no enfrentamento da crise ambiental, e dos elementos justificadores dessa opção, averiguando suas bases declaradas e constituintes, bem como o reflexo desse confronto no conteúdo da norma penal ambiental. Em seguida, para uma aproximação às manifestações concretas dessa opção, expõe-se a forma como esses fundamentos são reproduzidos na seleção dos sujeitos e condutas efetivamente criminalizadas, a partir de uma investigação qualiquantitativa das denúncias motivadas por crimes ambientais, oferecidas pelo Ministério Público Federal, no Brasil, entre os anos de 2019 e 2021. Retomando o cotejo histórico, comumente relegado ao se tratar do desenvolvimento do Direito Penal Ambiental exclusivamente como parte de uma política preservacionista, busca-se demonstrar a forma com que o Direito Penal Ambiental brasileiro, como se apresenta, pode ocupar importante espaço em dinâmicas de violência, espoliação de territórios e desintegração de identidades, de forma contraproducente ao próprio interesse declarado de preservação ambiental, dissociado de uma perspectiva de prática social transformadora, especialmente decolonial.