A Ibéria decadente e o patrimonialismo persistente: o pensamento político de Raymundo Faoro
Esta tese de doutorado é resultado de uma pesquisa, onde executamos uma investigação sociológica sobre o pensamento político do jurista brasileiro, Raymundo Faoro (1925/2003). Intelectual versado nas mais influentes áreas das ciências sociais, entendemos, seus trabalhos expressam uma interpretação d...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/162099 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/162099 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Raymundo Faoro Ibéria Patrimonialismo Decadência Patrimonialisme Décadence |
| Sumario: | Esta tese de doutorado é resultado de uma pesquisa, onde executamos uma investigação sociológica sobre o pensamento político do jurista brasileiro, Raymundo Faoro (1925/2003). Intelectual versado nas mais influentes áreas das ciências sociais, entendemos, seus trabalhos expressam uma interpretação do Brasil, no qual a colonização portuguesa, foi decisiva para o estabelecimento de um Estado, elaborado para atuar como protagonista da organização social, muitas vezes, em detrimento do liberalismo e da própria democracia. Neste sentido, propomos uma tese acadêmica, que teve como fim responder a questão: qual o significado da colonização portuguesa, na avaliação realizada por Raymundo Faoro, em sua interpretação da formação social do Brasil? Com isso, buscamos as singularidades de forma e conteúdo da sua narrativa, o inserindo em uma tradição de interpretes brasileiros e portugueses, destacados por apontar o patrimonialismo, como o principal legado do período em que fizemos parte do Império ultramarino lusitano. Em nossa tese, Raymundo Faoro, ao abordar a herança colonial ibérica, como o principal fator causador do nosso atraso político e social, realiza uma interpretação negativa da cultura ibérica portuguesa, assim, como também estritamente cética, quanto as possibilidades da sociedade civil brasileira, em superar esse obstáculo. O analisamos abordando seu trabalho elementar: “Os Donos do Poder: formação do patronato político brasileiro” (1958), num processo de comunicação entre o seu texto, o contexto e seu repertório sociológico. Ao mesmo tempo, mobilizamos a mais relevante bibliografia, sobre a formação do Estado absolutista em Portugal e sua transmigração para o Brasil, no intuito de pensar as relações entre Estado e sociedade civil, registrando o lugar da obra e do autor entre os Interpretes do Brasil. |
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