Metabólitos secundários de espojas marinhas do gênero Monanchora do litoral do Espírito Santo

Dentro do grupo de invertebrados marinhos, as esponjas destacam-se como um dos organismos metabolicamente mais diversos. A exploração dos organismos marinhos como fonte de compostos bioativos ainda é bastante limitada, principalmente no Brasil, o que torna a biodiversidade marinha da costa brasileir...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Macedo, Kamila Lima de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-25032025-102805
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75133/tde-25032025-102805/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Monanchora
esponja
metabolites
metabólitos
sponge
Descripción
Sumario:Dentro do grupo de invertebrados marinhos, as esponjas destacam-se como um dos organismos metabolicamente mais diversos. A exploração dos organismos marinhos como fonte de compostos bioativos ainda é bastante limitada, principalmente no Brasil, o que torna a biodiversidade marinha da costa brasileira promissora para a prospecção dessas substâncias. Este trabalho teve como objetivo contribuir para o conhecimento químico e biológico de esponjas do gênero Monanchora coletadas na costa do município de Guarapari Espírito Santo. O estudo químico do extrato orgânico (AcOEt) das esponjas marinhas Monanchora arbuscula e Monanchora sp. resultou na identificação e elucidação estrutural de cinco compostos: (-)-S-9-apoastaxantinona (1), mirabilina B (2), ptilocaulina (3), netamina M (4) e o (+)-6S,8R- ácido clathriádico (5). Os metabólitos 1-4 foram isolados de extratos obtidos da esponja Monanchora arbuscula. Já o alcalóide 5 foi isolado de Monanchora sp. A substância 1 foi completamente caracterizada, e sua configuração absoluta estabelecida, tendo sido pela primeira vez isolada de uma esponja marinha da família Crambeidae. Os derivados guanidínicos 2-4 foram identificados por RMN, espectrometria de massas e rotação óptica, em comparação com dados da literatura. O composto 5 foi pela primeira vez caracterizado por RMN, [α]23D e ECD, sendo este o primeiro relato do ácido clathriádico nesse gênero de esponja. O isolamento dessas substâncias ampliou o conhecimento químico do gênero Monanchora, especialmente pelo isolamento e caracterização completa de compostos com configuração absoluta até então desconhecida e inéditos nesse gênero.