Halitoxina e outros metabólitos secundários da esponja Amphimedon viridis

Amphimedon viridis (Haplosclerida) é uma esponja verde, maciça, que atinge dimensões de até 20 cm de altura, podendo se espalhar pelo substrato rochoso aonde se fixa por uma área de até 20 cm2. Esta esponja apresenta um único predador conhecido em nosso litoral, a estrela-do-mar Echinaster brasilien...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Brasileiro, Adaila Marta Paixão Almeida
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:1996
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-22092025-145216
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-22092025-145216/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:esponja marinha Amphimedon viridis
halitoxin
halitoxina
marine natural products
marine sponge Amphimedon viridis
metabólitos secundários
produtos naturais marinhos
secondary metabolites
Descripción
Sumario:Amphimedon viridis (Haplosclerida) é uma esponja verde, maciça, que atinge dimensões de até 20 cm de altura, podendo se espalhar pelo substrato rochoso aonde se fixa por uma área de até 20 cm2. Esta esponja apresenta um único predador conhecido em nosso litoral, a estrela-do-mar Echinaster brasiliensis. Trabalhos anteriores relataram que os extratos polares desta esponja mostraram potentes atividades biológicas e farmacológicas. Além do mais, testes de citotoxicidade e de ação hemolítica realizados pelo grupo do Prof. José Carlos de Freitas mostraram que os extratos n-butanólico e aquoso desta esponja são ativos em doses de 4 µg/mL. Durante sua monografia de bacharelado, Ogawa isolou a halitoxina de Amphimedon viridis, a qual, contudo, não pôde ser completamente caracterizada. Neste trabalho demos continuidade ao trabalho de Ogawa. Assim, analisamos a halitoxina proveniente de Amphimedon viridis por diversas técnicas de espectroscopia (ultravioleta, infravermelho, ressonância magnética nuclear mono- e bidimensional), bem como por cromatografia líquida por permeação em gel de alta eficiência, e demonstramos que a halitoxina de A. viridis possui monômeros idênticos à halitoxina previamente isolada de Amphimedon compressa, diferindo apenas no número médio de monômeros: 8 no caso da halitoxina de A. viridis e 4 no caso da halitoxina de A. compressa. Testes de citotoxicidade, ação hemolítica e de neurotoxicidade demonstraram que a halitoxina possui potentes atividades, em doses de ng/mL. Procuramos também desenvolver uma metodologia para o isolamento de compostos presentes em uma segunda fração obtida do extrato n-butanólico de A. viridis, os quais apresentaram, em sua maioria, resposta positiva à ninidrina e absorvem luz no ultravioleta. Assim, esta fração foi submetida à cromatografia de permeação em gel de poliacrilamida, o que permitiu a obtenção de uma variedade de frações, ricas em compostos aminados. Uma destas frações foi subsequentemente submetida a separações por cromatografia de troca iônica e por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). Desta maneira, obtivemos um polipeptídeo, o qual, por estar ainda impuro e por apresentar dados complexos de RMN, não pôde ser completamente identificado. Por último, este trabalho também constituiu no isolamento e na identificação de esteróides presentes no extrato acetato de etila de A. viridis. Este extrato foi submetido a uma série de técnicas de separação, envolvendo partição ácido-base, cromatografia de permeação em gel de Sephadex LH-20 e cromatografia flash em sílica-gel, o que permitiu a obtenção de três frações contendo esteróides, das quais duas foram analisadas por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas. Desta análise, pudemos identificar os esteróides: colesterol (majoritário), 24-metilcolesterol, 24-etilcolesterol, 22,23-dideidrocolesterol e brassicasterol. Além destes, verificamos a presença de mais seis esteróides poliinsaturados, os quais, por ocorrerem em quantidade diminuta e por apresentarem padrão de fragmentação não usual, ainda não puderam ser identificados.